quinta-feira, 28 de abril de 2016

Detran debate municipalização do trânsito de Presidente Dutra

Diretora geral do Detran-MA, Larissa Abdalla, durante visita ao Ciretran de Presidente Dutra, ao lado do secretário Jefferson Portela e outras autoridades. Foto: Divulgação
 
A diretora geral do Detran, Larissa Abdalla, visitou na quarta-feira (27) a 12ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) localizada no município de Presidente Dutra. No local foi realizada uma grande reunião que contou com a presença do secretário de Segurança Pública, Jeferson Portela; do promotor de Justiça da região, Rafael Bulhão; do procurador do município, Af Ali Abdon; do prefeito da cidade, Juram Carvalho, do comandante da CPRV, Major Magalhães e de representantes das policias Civil e Militar e da Guarda Municipal.
Entre os temas debatidos na reunião a implantação da municipalização do trânsito da cidade. Durante a reunião Larissa Abdalla, solicitou apoio às instituições presentes, para a atuação em conjunto nas políticas de segurança do trânsito do município.
“As visitas são importantes para conhecermos a realidade dos municípios, a situação das Ciretrans, e, principalmente, realizar parcerias com as instituições para promover ações, melhorar o trânsito nessas cidades e salvar vidas”, disse Larissa Abdalla.
Ainda em Presidente Dutra a diretora do Detran–MA se reuniu com o  juiz, Ferdinando Serejo,  titular da 2° vara do município.  Nesta reunião também estavam presentes o secretário Jeferson Portella, o comandante da CPRV, Major Magalhães, o delegando da 13° delegacia regional de Polícia Civil, Otávio Chaves e representantes das policias Civil e Militar.  No encontro foi tratada a articulação entre o Detran e a 2° Vara, para atuação interinstitucional na segurança no trânsito do município.
Também foi definido, durante o encontro, que a 12° Ciretran fará parte do Conselho Municipal de Segurança Pública da cidade, visando a implementação das ações de segurança no trânsito da região. A reunião aconteceu na sede do fórum Desembargador Vicente Ferreira Lopes.

Governo discute criação de rede de pesquisa sobre cadeias produtivas no Maranhão

          
O Governo do Estado, por meio do Sistema Estadual de Produção e Abastecimento (Sepab) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão (Fapema), está trabalhando no fomento a pesquisas que contribuam para o aumento da produção agropecuária do estado. Em reunião com a Fapema, as secretarias componentes do Sepab apresentaram as ações voltadas para as dez cadeias prioritárias inseridas no Programa ‘Mais Produção’. As atividades do Sepab são coordenadas pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima).
Para o secretário da Sagrima, Márcio Honaiser, as instituições de ensino e pesquisa desempenham papel importante na consolidação de estudos e diagnósticos sobre as cadeias e arranjos produtivos. “Com pesquisas voltadas para as peculiaridades do nosso estado, teremos maior embasamento para realizar as ações previstas no programa, com maior eficácia e obtendo melhores resultados. A parceria com a Fapema e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação é fundamental nesse sentido”, afirmou o secretário.
A partir das parcerias que estão sendo realizadas para formação da rede de pesquisa, as secretarias estaduais e demais instituições envolvidas nesse processo realizarão, de forma conjunta, oficinas de nivelamento técnico e elaboração de editais para fomento a pesquisa, além de mesas de diálogos com pesquisadores e gestores nos territórios. O objetivo é criar a Rede Pesquisa em Cadeias Produtivas, unindo a produção acadêmica às necessidades do Maranhão nesse setor.
De acordo com o presidente da Fapema, Alex Oliveira, as cadeias produtivas do estado precisam também ser pensadas pela comunidade científica. “Essa aproximação entre as secretarias componentes do Sepab e a Fapema vem para articular os pesquisadores para que orientem a busca de um conhecimento cada vez mais atrelado às necessidades do Maranhão, assim poderemos contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico voltado para as cadeias do programa Mais Produção”, ressaltou Alex Oliveira.
MAIS PRODUÇÃO
O programa ‘Mais Produção’ desenvolvido pelo Governo do Estado é voltado para o fortalecimento das cadeias produtivas do Maranhão e para geração de emprego e renda. Em cada uma das 10 cadeias produtivas prioritárias, definidas pelo programa, estão sendo realizadas ações focadas no abastecimento e na busca pela autossuficiência, com um aporte do Governo do Estado de mais de R$ 62 milhões.
As cadeias produtivas beneficiadas pelo programa incluem culturas de feijão, arroz, mandioca, carne e couro, ovinocaprinocultura, leite, avicultura (caipira e industrial), piscicultura, hortifruticultura e mel. O ‘Mais Produção’ beneficia o processamento, a agroindustrialização e a distribuição e comercialização dos produtos.
A primeira etapa do programa contempla 5.322 propriedades em 111 municípios que serão beneficiadas com Unidades de Referência de Produção (URPs) e assistência técnica e extensão rural (Ater). Os produtores terão acesso a capacitação técnica e de gestão, aquisição de equipamentos, recuperação de estradas vicinais para escoamento da produção e diversas medidas aplicadas especificamente a cada cadeia, contemplando as etapas de produção.

Frente Parlamentar em Defesa da Baixada retoma discussões sobre a implantação dos Diques da Baixada

Frente Parlamentar em Defesa da Baixada retoma discussões sobre a implantação dos Diques da Baixada
Por iniciativa da Frente Parlamentar em Defesa da Baixada Maranhense da Assembleia, presidida pelo deputado Júnior Verde (PRB), foi realizada, na tarde desta quarta-feira (27), na sala das Comissões, uma audiência pública para discutir sobre o Projeto Diques da Baixada. “Nossa intenção é retomarmos a discussão e darmos os encaminhamentos necessários à efetivação do Projeto Diques da Baixada, considerado de vital importância para o desenvolvimento dessa estratégica e importante região do Estado do Maranhão”, declarou Júnior Verde ao abrir a os trabalhos.
Participaram da audiência a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF), o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense, a secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária (SAGRIMA), os deputados Sousa Neto (PMDB), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Bira do Pindaré (PSB), Zé Inácio (PT), vereadores, populares e técnicos de diversos municípios da Baixada.
“O projeto Diques da Baixada representa a redenção da Baixada Maranhense porque vai trazer desenvolvimento social, econômico e ambiental para essa importante região do estado. Em resumo esse projeto visa represar água doce e impedir a invasão de água salgada nos campos da Baixada”, argumentou, categoricamente, Fábio Braga, presidente do Fórum em Defesa da Baixada.
O secretário de Estado da Agricultura, Márcio Honaiser, prestou informações sobre a concepção do projeto e a fase na qual se encontra, salientando que é de interesse do governo do Estado sua execução. “Desde 2012 que a Sagrima colabora com o projeto no que diz respeito aos procedimentos para viabilizar a licença ambiental e o estudo arqueológico. O primeiro aguarda a liberação e o último, até final de julho próximo, será concluído”, acrescentou.
O representante da CODEVASF, Julimar Alves da Silva, revelou que a elaboração do anteprojeto foi concluída pela companhia, no final do ano passado, e que aguarda a vinda do ministro da Integração ao estado para apresentá-lo. “A elaboração do projeto Diques da Baixada custou em torno de R$ 2,5 milhões, está orçado em R$ 85 milhões e prevê a construção de 65 km contínuos de diques, e mais 6 km descontínuos, totalizando 71 km e impactando diretamente os municípios de Cajapió, Viana Bacurituba e São João Batista”, revelou.
CONTROVÉRSIA SOBRE A VIABILIDADE TÉCNICA DO PROJETO
O projeto Diques da Baixada foi concebido pelo ambientalista e cientista Márcio Vaz, que defende ser essa a solução para evitar a salinização da região dos campos da Baixada Maranhense, processo já em curso com a invasão da maré a cada ano maior que o anterior. Porém, técnicos da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) questionam a viabilidade técnica do projeto, principalmente no aspecto do impacto ambiental que causará à região. “Precisamos fazer um grande debate sobre a viabilidade técnica do projeto sobre a qual pairam muitas dúvidas”, ponderou e defendeu o deputado Bira do Pindaré.
O deputado Sousa Neto colocou a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável à disposição para debater em profundidade o projeto e seu processo de execução. “Convidamos todos para, às terças-feiras, a partir das 8h da manhã, participarem das reuniões da comissão e debater os passos necessários para a efetivação desse importante projeto que muito pode contribuir para o desenvolvimento do Maranhão”.
Por sua vez, o deputado Zé Inácio defendeu uma ampla articulação para a discussão do projeto e a garantia da soma de esforços das diversas instâncias do poder público (federal, estadual e municipal) no sentido de sua efetivação. “O projeto Diques da Baixada, pela sua importância, precisa do empenho das autoridades para sua execução, pois representa uma esperança para a população da região da Baixada”, defendeu.
ENCAMINHAMENTOS
Após duas horas de debate, a audiência deliberou os seguintes encaminhamentos: realizar um debate com técnicos pró e contra a execução do projeto; utilizar a tribuna da Assembleia para debater e divulgar o projeto, solicitar informações à secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) sobre o processo de liberação da licença prévia; fazer uma visita ao presidente da Assembleia, deputado Humberto Coutinho (PDT), para pedir o apoio ao projeto e viabilizar a visita de uma comissão de deputados para conhecer a área na qual será implantada o projeto.

Pátio Norte Shopping cria espaço de beleza exclusivo e gratuito em homenagem ao Dia das mães

Para homenagear o mês das mães o Pátio Norte Shopping preparou uma super programação. Entre os dias 3 e 8 de maio as clientes contarão com um espaço exclusivo de beleza com serviços voltados para a estética como o Lounge de O Boticário, que estará realizando aplicação de maquiagem e o Espaço Rosa da Mary Kay que estará trabalhando os cuidados com a pele. O evento contará ainda com uma área voltada para tratamento capilar, cortes e outras orientações com os profissionais do Salão Pérola Style, além de manicure e unhas decoradas com o Esmalte Clube.
O "Espaço Mães" ficará localizado na praça de eventos 2, ao lado da loja Talentus e funcionará de segunda a sexta das 16h às 22h, sábado das 12h às 22h e domingo das 14h às 20h. Todos os serviços são gratuitos.
A ação é parte integrante da campanha de maio do shopping, que este mês está com a promoção "Mês das mães de casa cheia", onde a cada R$50 em compras o cliente ganha o direito a um cupom para concorrer a uma mobília novinha para a sua casa.

Justiça nega pedido de Waldir Maranhão para voltar à presidência do PP no estado

Com a decisão, Fufuca e Wellington (na foto com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira) seguem no comando do partido no Maranhão e em São Luís, respectivamente
Com a decisão, Fufuca e Wellington (na foto com o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira) seguem no comando do partido no Maranhão e em São Luís, respectivamente
A Justiça indeferiu, na manhã desta quinta-feira (28), o pedido de liminar feito deputado federal Waldir  Maranhão para retomar o comando do Partido Progressista (PP) no Maranhão. Com o pleito, Waldir objetivava declarar a nulidade da Resolução nº 10/2016 da Comissão Executiva do Diretório Nacional do Partido Progressista, que dissolveu a Comissão Executiva Regional do partido no estado.
Com a decisão da juíza Cristiana de Sousa Ferraz Leite, da 14ª Vara Cível, o antes presidente do Diretório Estadual do Partido Progressista, Waldir Maranhão, continua afastado, por decisão judicial, da presidência do PP, o que torna ainda mais legítima a condução do Diretório Estadual e Municipal pela atual presidência dos deputados André Fufuca e Wellington do Curso.
Segue a decisão, na íntegra:
PROCESSO Nº 0813287-82.2016.8.10.0001
AUTOR(A): WALDIR MARANHÃO CARDOSO
RÉ(U): PARTIDO PROGRESSISTA, representado por seu Presidente Nacional, a ser citado no Anexo I, 17º andar, Senado Federal, CEP 70165-900, SL1.702, Brasília-DF, email:pp@pp.org.br
DECISÃO
Cuidam os autos de Ação Anulatória de Ato Jurídico, com pedido de antecipação de tutela inaldita altera pars, intentada por WALDIR MARANHÃO CARDOSO, Deputado Federal, em face do PARTIDO PROGRESSISTA – PP,representado pelo seu Presidente Nacional, Sr. Ciro Nogueira Lima Filho ao qual é filiado, objetivando que seja declarada a nulidade da Resolução nº 10/2016 da Comissão Executiva do Diretório Nacional do Partido Progressista que dissolveu a Comissão Executiva Regional, cujo mandato vigeria até 8 de outubro do ano corrente, por força da Resolução nº 05/2016.
Em amparo à pretensão deduzida, relata que o ato ora impugnado consubstancia retaliação ao fato de o congressista ter se objetado aoimpeachment da Presidente da República, Dilma Roussef, na sessão da Câmara dos Deputados ocorrida no dia 17 de abril de 2016, em Brasília-DF.
Argumenta que tomou ciência do ato por meio da imprensa, eis que sequer lhe foi oportunizada a ampla defesa, em contrariedade às disposições estatutárias do partido, não havendo justa causa para tal intervenção. Acrescenta que a resolução vergastada também tornou insubsistentes (retroativamente) os atos praticados na vigência da Resolução nº 05/2016 CEN-PP Nacional, nomeando uma comissão provisória, o que inviabiliza a realização da convenção para eleição do Diretório Estadual designada para o próximo dia 29 de abril deste ano, conforme calendário previamente fixado.
Nesse contexto, alegando estarem presentes os requisitos para a concessão de tutela provisória de urgência, pretende, liminarmente, a suspensão dos efeitos da Resolução nº 10/2016 – CEN, fustigada em sua integralidade, a fim de os membros da anterior Comissão Executiva Estadual possam ser reintegrados às suas funções, inclusive o autor. Em seguida, pede que seja oficiado o Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Maranhão, para a anotação da alteração.
Juntou diversos documentos, dentre os quais cópias das resoluções mencionadas, notas veiculadas na imprensa e estatuto do partido político em questão.
É o que convém relatar. Decido.
Como ponto de partida, é de bom alvitre ratificar a competência da Justiça Comum para apreciar eventuais querelas existentes entre um partido e uma pessoa natural ou jurídica, entre dois partidos, entre órgãos do mesmo partido ou entre partido e seus filiados (TSE – MS nº 43.803/RJ – DJe 23-9-2013), não se cogitando da atuação da Justiça Eleitoral, salvo na hipótese de a controvérsia provocar relevante influência em processo eleitoral já em curso, caso em que estariam em jogo os interesses maiores da democracia e da regularidade do processo eleitoral.
Como é cediço, os partidos políticos são organizações de pessoas em torno de um mesmo programa político, com a finalidade de influenciar na gestão da coisa pública, seja mediante apoio, seja por oposição.
O regramento constitucional dessas entidades é mínimo e privilegia, abertamente, a liberdade de organização e a autonomia partidária ao prescrever ser “livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana” (CF, art. 17, § 1º). Ainda, prevê o artigo 17, § 1o, da Constituição que o próprio estatuto do partido deve “estabelecer normas de disciplina e fidelidade partidária, impondo que o mandatário popular paute sua atuação pela orientação programática do partido pelo qual foi eleito”.
No caso vertente, o autor questiona a atuação do Diretório Nacional do PP que culminou na dissolução da Comissão Executiva Estadual, supostamente por conta da sua atuação na votação sobre a admissibilidade do impedimento da Presidente da República, no último dia 17.
Analisando os documentos carreados à inicial, não vislumbro elementos suficientes que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo, consoante determina o art. 300 do Novo Código de Processo Civil.
Em primeiro lugar, o estatuto do PP disponível no sítio eletrônico oficial do partido, norma que materializa a autonomia dessa entidade para reger as relações com seus órgãos e filiados, traz expressamente, em seu capítulo XVI, normas atinentes à disciplina e à fidelidade partidária, dentre as quais ressalto a seguinte:
Art. 70. A Comissão Executiva Nacional ou a Comissão Executiva Estadual, no âmbito de sua respectiva competência, poderá aplicar,liminarmente e em caráter extraordinário, as penas previstas neste Estatuto, sempre que ficar caracterizada situação em que se imponha a urgente tomada de decisão, para preservar os superiores interesses do Partido perante a Lei ou a opinião pública, observando-se o rito do art. 72 e, aplicando-se desde logo o que dispõe § 2º do art. 124 deste estatuto.
§ 1º Verificando-se a hipótese prevista no caput, a Comissão Executiva recorrerá, de ofício, sem efeito suspensivo, para o Diretório respectivo, encaminhando ao Conselho de Ética e Fidelidade Partidária a justificativa e os demais elementos utilizados para fundamentar a aplicação da pena.
Logo, num juízo de cognição sumária, o órgão partidário do qual emanou a resolução impugnada tem competência e legitimação para aplicar,liminar e excepcionalmente, as penas previstas no art. 69, quais sejam, a advertência, a intervenção e a dissolução, hipótese em que será designada comissão provisória, na forma e duração prevista no art. 124.
Desse modo, embora a Resolução nº 05/2016 – CEN houvesse prorrogado o mandato da então Comissão Executiva Regional, na qual o demandante funcionava como Presidente, não há qualquer impedimento regulamentar à sua dissolução, com contraditório diferido, até porque existe previsão de recurso de ofício, sem efeito suspensivo, para o Diretório respectivo, a fim de averiguar o cabimento da penalidade aplicada.
Percebe-se, pois, que, em caráter extraordinário, onde prepondere o interesse do partido perante a lei ou a opinião pública, fica postergada a observância do rito estatutário, que assegura as garantias fundamentais da ampla defesa e do contraditório, cuja aplicabilidade horizontal (entre particulares) é indiscutível atualmente.
Assim, não observo a probabilidade do direito invocado, requisito imprescindível para concessão da tutela de urgência, sem a oitiva da parte adversa.
Também não prospera o argumento de que foi designada provisoriamente “comissão alheia a todo o processo de filiação partidária do Maranhão”, pois é sabido que o presidente e o secretário-geral designados são vinculados ao PP do Maranhão. E ainda que o fosse na sua integralidade, não se extrai qualquer limitação nesse sentido no seio da norma estatutária.
Por outro lado, não vislumbro o risco de dano pelo fato de não ser mais possível a filiação dos membros da Comissão dissolvida em outros partidos, em virtude do término do prazo legal cabível, porquanto a medida questionada não trata da desfiliação ou expulsão dos componentes, e sim da mera destituição da função de liderança desempenhada no âmbito estadual.
Por sua vez, o alegado prejuízo à convenção previamente agendada e às alianças feitas pela comissão dissolvida foi, seguramente, sopesado pelo réu ao editar a Resolução nº 10/2016 – CEN, tanto que condicionou, no item 2, a realização de nova eleição à prévia autorização da Comissão Executiva Nacional, sob pena de nulidade. Ademais, parece-me manifesto a repercussão negativa da medida adotada é questãointerna corporis, irrelevante para o desate da lide e, da mesma forma, indiferente para efeito de antecipação de tutela.
Isso posto, em juízo perfunctório da demanda, indefiro o pedido de tutela de urgência pretendido pelo autor.
Indefiro, outrossim, o pedido de “intimação” dos litisconsortes passivos facultativos indicados na inicial, pontuando que o pedido não foi tecnicamente formulado, não tendo sido feita a devida qualificação das partes, bem como sendo nítida a ausência de pertinência subjetiva com o objeto da lide (ilegitimidade ad causam).
Conforme o novo Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/15), designoaudiência de conciliação para o dia 10 de junho de 2016, às 09hrs, e determino acitação e intimação do réu, com a antecedência mínima de 20 (vinte ) dias, para comparecer ao ato, acompanhado de advogado e, caso não obtida a composição da lide, responder à pretensão em 15 (quinze) dias úteis, na forma dos artigos 335 e 336 desse diploma legal, sob pena de presunção da veracidade dos fatos articulados na inicial (art. 344), ressalvadas as hipóteses não admitidas por lei.
SERVE A PRESENTE DE CARTA/MANDADO DE INTIMAÇÃO E CITAÇÃO.
Advirto as partes que, a teor do art. 334, § 8º, do NCPC, o não comparecimento injustificado do autor ou do réu à audiência de conciliação configura ato atentatório à dignidade da justiça e será sancionado com multa de até dois por cento da vantagem econômica pretendida ou do valor da causa, revestida em favor do Estado.
Cientifique-se que esta Secretaria e Juízo funcionam na Av. Prof. Carlos Cunha, s/n, Calhau, São Luís – MA. FÓRUM DES. SARNEY COSTA, CEP: 65.076-820, Fone (098) 3194-5662.
Dê-se ciência. Cumpra-se.
São Luís, 28 de abril de 2016.
Juíza CRISTIANA DE SOUSA FERRAZ LEITE
Auxiliar de Entrância Final
Funcionando na 14ª Vara Cível

Notícias da Câmara municipal de São Luís

Mobilidade urbana
Rômulo Franco quer descentralização do Viva Cidadão para bairros mais populosos da capital
Rômulo Franco quer descentralização do Viva Cidadão para bairros mais populosos da capital
O vereador Rômulo Franco (DEM) apresentou na Câmara Municipal de São Luís, uma indicação ao governador Flávio Dino (PCdoB), sugerindo a descentralização do ‘Viva Cidadão’ para os bairros mais populosos da capital. O vereador afirmou em pronunciamento que a descentralização dos serviços do órgão estadual vinculado à Secretaria de Estado dos Direito Humanos, Assistência Social e Cidadania-SEDIHC – criado com a missão de fortalecer o exercício da cidadania, facilitando o acesso da comunidade a ações de qualidade na prestação de serviços públicos, além de dá autonomia às comunidades, poderia ser a saída para ajudar a resolver o problema da mobilidade urbana na capital maranhense.
Mobilidade urbana II
“A proposta de levar os serviços do ‘Viva Cidadão’ que contribui também com a mobilidade. Com a instalação deste órgão nas comunidades ficaria mais fácil para que as pessoas, nos bairros, tivessem os serviços públicos nas suas próprias localidades, dando a esses bairros autonomia. Se o governador Flávio Dino, ampliasse o serviço do “Viva Cidadão” dentro dos bairros mais populosos, iriamos evitar o problema de deslocamento”, disse o parlamentar. Rômulo Franco diz que a ideia de descentralizar esse tipo de órgão público é fazer com que São Luís seja uma cidade policêntrica, com vários polos de serviços que viabilizem a seus moradores ter moradia, trabalho e lazer em uma mesma região, promovendo a qualidade de vida das pessoas e desenvolvendo as sub-regiões da cidade.
Aedes aegypti
Chaguinhas questionou falta de parceria entre governo e prefeitura no combate ao mosquito
Chaguinhas questionou falta de parceria entre governo e prefeitura no combate ao mosquito
O vereador de São Luís, Francisco Chaguinhas, líder do PP na Câmara Municipal, afirmou em seu discurso na segunda-feira, 25, que a capital maranhense está aquém do que precisa ser feito na área de saúde. Ele destacou que isso contribui para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. “Vivemos hoje uma preocupação com o combate à proliferação de vírus, em especial aquele vinculado à dengue e ao zika, e que efetivamente tem uma vinculação muito forte com a ausência de políticas públicas na área da saúde. São Luís, assim como todo o Estado do Maranhão, por mais que nos últimos anos tenha algumas melhorias, infelizmente neste setor ainda está aquém de alcançar um serviço de qualidade”, disse Chaguinhas.
Aedes aegypti II
O parlamentar progressista cobrou uma atitude efetiva de todos os entes federativos pela prevenção à doença e questionou a falta de parceria da Prefeitura de São Luís com o Governo do Maranhão no combate a proliferação do vírus. “Cadê a parceria? O prefeito Edivaldo Júnior só procura o governador Flávio Dino para firmar parceria de asfalto? E a saúde como fica? Por tanto, os governos municipal e estadual estão deixando a desejar. Isto porque não está havendo um empenho suficiente para acalmar esse caos, uma vez que os hospitais não estão bem equipados para receberem os cidadãos infectados pelo mosquito”, declarou o parlamentar.
Aedes aegypti III
O vereador cobra providências em relação ao avanço da doença, mas ressaltou que as pessoas estão sendo jogadas à própria sorte por falta de interesse dos gestores em encarar a situação de frente. “Hoje a cidade vive uma epidemia. Milhares de maranhenses estão em suas casas, não podendo nem se levantar porque essa doença traz muitas dores ao corpo. Você vai às UPAs e não encontra a medicação. Você vai aos prontos socorros e também não tem a medicação. De que vale o executivo? De que vale o governo do Estado do Maranhão? As pessoas estão sendo jogadas à própria sorte”, disse o vereador.