sábado, 28 de janeiro de 2017

Medalhista olímpico, ‘Codó’ discute parceria com Governo do Estado para implantar projetos esportivos


 
Medalhista olímpico de bronze desde a última quarta-feira, 25, o velocista maranhense José Carlos Moreira, mundialmente conhecido como Codó (cidade natal dele), visitou na sexta-feira (27) a Secretaria de Esporte e Lazer (Sedel) onde conversou com o secretário Márcio Jardim sobre esse momento histórico para o desporto do Maranhão e a possível implantação de projetos esportivos no estado.  
Codó e Jardim
Durante o encontro o secretário da Sedel, Márcio Jardim, destacou a importância dessa conquista, que é a maior premiação do esporte maranhense. “Essa é uma grande conquista para o atletismo do Maranhão. Passados alguns anos, mas é um reconhecimento histórico e para nós isso é um feito histórico. É o primeiro maranhense medalhista olímpico e nós estamos orgulhosos do Codó que lutou muito para atingir esse sonho olímpico”, destacou Jardim.
Nos Jogos Escolares Maranhenses – JEMs de 2015, que teve como lema ‘Esporte e Lazer para Todos’, o velocista foi homenageado pelo trabalho que desenvolveu nos últimos anos no atletismo brasileiro, assim como outros atletas maranhenses que também se destacaram nacional e internacionalmente. 
Além de conversarem sobre a conquista do bronze na Olimpíada de Pequim, em 2008, o ponto alto do diálogo foi o fomento para possíveis projetos para o atletismo maranhense junto ao Governo do Estado. “Esse encontro marca o início da articulação de projeto voltado para atletas do atletismo no processo de formação. Pois para nós é importante que outros atletas também possam chegar a atingir o sonho olímpico que foi conquistado pelo Codó”, disse o secretário.
Ao falar de sua trajetória o atleta de atletismo do revezamento 4x100 falou que para chegar a essa medalha percorreu um longo caminho de competições estaduais, nacionais e internacionais. Codó disse que ainda está “em choque” com a premiação olímpica.
“Para chegar até essa medalha foi um longo caminho, passei por grandes clubes e para chegar a esses clubes participei dos JEMs, que foi minha trajetória na época do juvenil. Ainda estou em choque com essa notícia da medalha olímpica e só quero agradecer a Deus e minha família que tem sempre me apoiado”, disse Codó. 
Ele falou ainda da homenagem do governador Flávio Dino durante os JEMs 2015 e de projetos futuros para o atletismo maranhense.
“Espero com essa medalha poder abrir portas, e, como fui homenageado pelo Governador Flávio Dino e Sedel, como símbolo dos JEMs, quero ser um modelo de inspiração para esses jovens que estão iniciando. O sonho pode se tornar realidade! Queremos desenvolver um projeto dentro de São Luís e levar para o interior do estado. Levar para Codó, Pedreiras, Caxias e região; buscar atletas dentro das escolas montando competições escolares, igual fizemos em Londrina. Lá nós chegamos a ter 120 crianças num projeto entre manhã e tarde, e podemos fazer o mesmo aqui no Maranhão”, concluiu o medalhista olímpico. 

PINTO ITAMARATY E DUTRA ARTICULAM CRECHES E ESCOLAS PARA PAÇO DO LUMIAR

 
O senador Pinto Itamaraty cumpriu uma extensa e proveitosa agenda esta semana em Brasília, visitando Ministérios e Órgãos federais em busca de recursos para investimentos em melhorias nos municípios maranhenses, entre os quais destaca-se Paço do Lumiar. O Prefeito Domingos Dutra e vários Secretários acompanharam o senador em várias dessas reuniões ao longo da semana.
No  FNDE - Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o Senador e o Prefeito foram recebidos pelo Presidente Silvio Pinheiro. A autarquia é responsável pela aplicação de políticas educacionais do Ministério da Educação. Itamaraty e Dutra solicitaram ao presidente recursos para aquisição de ônibus escolares, construção de creches e de escolas, reformas de salas de aula e outros investimentos na área da educação.
A comitiva, capitaneada por Itamaraty, esteve também com os Ministros Sarney Filho (Meio Ambiente), Osmar Terra (Desenvolvimento Agrário), Bruno Araújo (Cidades) e Maurício Quintella ( Transportes, Portos e Aviação Civil), além de ter sido recebida pelo diretor executivo da FUNASA, e pela presidente da CODEVASF, Kênia Régia.
O senador Pinto Itamaraty afirmou que toda a programação da semana foi extremamente positiva, rendendo parcerias benéficas em prol da população maranhense.


Governo inaugura Centro Sentinela de Planejamento Reprodutivo e anuncia outros investimentos na saúde de Balsas

 

 
O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e a Prefeitura de Balsas, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), inauguraram nesta sexta-feira (27) o Centro Sentinela de Planejamento Reprodutivo – primeiro do mundo. Na ocasião, o Governo anunciou aporte de meio milhão de reais por mês para área da saúde, até a finalização das obras do Hospital Regional.
O projeto Sentinela é umas das ações resultantes de um termo de cooperação técnica entre o Estado, a OPAS e a OMS. Em Balsas, o centro irá oferecer às mulheres da região acesso a orientações e métodos contraceptivos, além de realizar o acompanhamento de casos de aborto e violência sexual. O centro funcionará na Unidade Básica de Saúde Padre Pedro Fontes de Sousa e integra as ações que vêm sendo implementadas no estado para intensificar os cuidados com o público materno infantil e fortalecer as políticas públicas voltadas para a saúde da mulher.
Com profissionais capacitados, outra proposta do centro, que será projeto piloto para a implantação de outros pelo país, é contribuir para a redução dos casos de microcefalia. No Maranhão, outro centro Sentinela funcionará na Maternidade Benedito Leite.
Durante solenidade de apresentação do projeto Sentinela, o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, falou sobre a importância do centro para a melhoria dos indicadores de saúde da região e contou que o governo está empenhado em colaborar com o aperfeiçoamento da saúde na cidade de Balsas.
“O projeto Sentinela tem um alcance regional e é assim que devemos pensar as políticas de saúde. O município e a região de Balsas ainda apresentam um cenário fruto da falta de planejamento e do descaso com a saúde pública. O projeto sentinela tem o objetivo de contribuir com mudança desse cenário. Com mais essa ação, o governo se mostra atento e interessado em desenvolver uma política concentrada de saúde para essa região específica”, explicou.
O secretário de Estado da Agricultura, Márcio Honaiser, também acompanhou a agenda e reforçou a presença do poder público estadual na região. “Como maranhense e balsense, pra mim, é uma alegria estar aqui no lançamento mundial desse projeto. Eu tenho certeza que nos próximos anos veremos os resultados concretos dessa ação. Balsas conta agora com os olhares de nossa gestão, que deseja compensar o descaso e o abandono de muitos anos e reverter esses indicadores negativos, não só na saúde como em outras áreas”, disse.
 
O consultor da Organização Mundial da Saúde, Adriano Tavares, apresentou a proposta do centro. “Essa é uma região que apresenta um alto índice de mortalidade materna, algo que o Governo do Estado tem se mostrado interessado e preocupado em resolver. O projeto sentinela é um investimento na atenção básica, setor primordial para combatermos os índices negativos também de mortalidade materna.Uma das particularidades da região de Balsas é a sua dimensão geográfica, por isso acreditamos no impacto positivo que esse centro pode promover na saúde. Esse é um trabalho conjunto que, aos poucos, irá gerar grandes benefícios para a população maranhense. Parabenizo o Governo do Maranhão, pois percebo que essa é apenas uma das ações do Estado em prol da saúde materno infantil”, destacou.
“O governo tem olhado cada vez mais para a nossa região e tem sido nosso parceiro em busca de melhorias para a saúde de Balsas. Esse centro vem beneficiar toda a nossa região, não só o nosso município. Com esse centro estamos investindo em medicina preventiva, para mudarmos essa realidade da mortalidade materna e neonatal e, assim, promover melhoria na qualidade de vida, especialmente das mulheres balsenses”, enfatizou o prefeito de Balsas, Erik Augusto.
Além de Balsas, o Centro Sentinela de Planejamento Reprodutivo beneficiará os outros municípios da regional de saúde que inclui São Félix de Balsas, São Pedro dos Crentes, São Raimundo das Mangabeiras, Tasso Fragoso, Alto Parnaíba, Carolina, Feira Nova do Maranhão, Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueiras, Loreto, Nova Colinas, Riachão e Sambaíba.
Aporte de recursos 
Na ocasião do lançamento do projeto Sentinela, o secretário de Estado da Saúde anunciou o aporte de meio milhão de reais para o Hospital Municipal de Balsas, até que as obras do Hospital Regional sejam concluídas. “Autorizado pelo governador Flávio Dino, anuncio que o Estado irá reforçar o atendimento em Balsas com o investimento de 500 mil reais por mês na unidade de saúde local, até a inauguração do hospital regional. Esse é mais um apoio que daremos para que a prefeitura tenha condições de oferecer um atendimento melhor para a população”, destacou.

Governo e Prefeitura debatem ações afirmativas voltadas para Igualdade Racial

 

Governo e Prefeitura debatem ações afirmativas voltadas para Igualdade RacialO prefeito Edivaldo recebeu visita do secretário de Estado da Igualdade Racial (Seir), Gerson Pinheiro, na tarde desta sexta-feira (27), no palácio La Ravardière, para tratar de parceria na área e formalizar medidas afirmativas. O secretário pontuou a importância da ação conjunta das gestões municipal e estadual para projetos no setor. As discussões vêm ocorrendo desde o ano passado e se materializam com o projeto de municipalização desta política e a implantação dos Centros de Referência de Igualdade Racial.
Segundo o prefeito Edivaldo, o momento foi de debater o tema com o Governo e firmar a parceria que tem forte significado para a população negra e demais segmentos da política. "É importante formatarmos essa ação conjunta. As ações afirmativas precisam ser discutidas e pensadas considerando as demandas destas populações e estamos aqui estruturando um projeto amplo, que terá grande alcance social e vai garantir mais acesso do público a que se destina", enfatizou o prefeito.
Para o vice-prefeito, Julio Pinheiro, a parceria é necessária e está solidificada. "Discutimos ideias em torno de projetos em comum e o resultado desta parceria promete muitas outras iniciativas. Quem vai ganhar é a população de São Luís e do Maranhão com o fortalecimento desses laços", enfatizou Julio Pinheiro.
O secretário Gerson Pinheiro destacou a importância da parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura na implementação de ações voltadas para a igualdade racial. "Temos nos reunido regularmente para definir um cronograma de trabalho conjunto e sobre ações afirmativas voltadas para o povo negro, em geral e que tenham relação com o movimento cultural. Avalio como um debate muito frutífero, importante e proveitoso", disse o secretário.
SISTEMA
Neste primeiro momento, segundo o titular da Seir, o Governo do Estado pretende reforçar a participação do município no Sistema Nacional de Igualdade Racial e integrar a gestão em eventos como seminários, painéis, audiências públicas. "Vamos estimular esse envolvimento por meio de uma série de políticas afirmativas em comum que serão definidas a partir de um plano de trabalho a ser elaborado em conjunto nos encontros posteriores", explicou.
O titular da Igualdade Racial pontuou ainda o amplo trabalho promovido neste segmento em todo Estado e com ações em São Luís, com foco nas áreas de grande concentração do povo negro. "Neste encontro, reforçamos a parceria com a Prefeitura, com a qual já trabalhamos há dois anos e agora, com possibilidade de avançar na organização de projetos e o prefeito já nos garantiu total atenção a esse projeto e à parceria da gestão municipal com o Governo trabalhando em prol do povo negro", disse.
Outro projeto é a implantação de estrutura da Igualdade Racial na Prefeitura. O prefeito garantiu ao titular da Seir as condições a este órgão e ao Governo caberá disponibilizar equipe técnica fortalecendo o material humano do município. A municipalização da política de Igualdade Racial e a implantação do Centro de Referência de Igualdade Racial em São Luís foram outros temas tratados na reunião.

Quem é Marcelo da Costa Bretas, o algoz de Cabral e Eike

Marcelo Bretas
Basta ouvir alguma comparação com Sergio Moro para um sorriso se abrir no rosto do juiz Marcelo da Costa Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Desde que mandou prender o ex-governador do estado, Sérgio Cabral, em novembro do ano passado, essas comparações se tornaram cada vez mais comuns e as semelhanças entre ambos, pelo menos na visão de investigados e réus, realmente existe. Bretas, que atua na vara especializada em lavagem de dinheiro e crimes financeiros, noRio de Janeiro, acabou se tornando o responsável pelo desdobramento da Operação Lava-Jato no estado, mais especificamente na investigação do “Eletrolão”, um inquérito análogo à operação curitibana, mas que investiga desvios na Eletrobras e na Eletronuclear.
Ainda em 2015, quando surgiu a possibilidade de Bretas ser o responsável por casos de corrupção da Lava-Jato que ocorreram no Rio e não fossem diretamente relacionados à Petrobras, uma empreiteira investigada pediu um perfil do juiz para seus advogados. A conclusão apresentada, adiantada pelo jornalista Anselmo Gois, do jornal O Globo, foi a de que o juiz carioca “é tão honrado e preparado como Sérgio Moro, só que, ao contrário do curitibano, não é um ativista político”.
Nas sentenças, Bretas mostra correspondências com Moro. Assim como o paranaense, é um admirador da maneira como a justiça americana opera. Meses antes de se tornar responsável pelo atual processo, passou quatro meses nos Estados Unidos estudando como as coisas funcionam por lá. Repete que, lá, a Justiça é mais respeitada e efetiva, mas é otimista, dizendo que o Brasil está no caminho. A animação, em boa parte, ressurgiu depois do julgamento do Mensalão e de que a Lava-Jato passou a trazer resultados mais efetivos.
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Nas operações feitas sob a batuta de Bretas já foram para a cadeia o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, seu ex-secretário de governo, Wilson Carlos, o ex-assessor Wagner Jordão Garcia, e o ex-secretário de Obras, Hudson Braga. Além da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo. Na manhã desta quinta-feira, o último nome a sofrer com a caneta de Bretas foi Eike Batista. O juiz defende as prisões preventivas e diz que não se pode tratar a corrupção como um crime menor.
Assim como com Moro, as operações que miram políticos e empresários colocam o Bretas em evidência. O juiz carioca, por sua vez, diz preferir se manter distante de holofotes e se classifica como “extremamente discreto”. Também diz que não quer fazer fama e dá poucas entrevistas por esse motivo.
Um dos principais métodos de Moro para conseguir mover em frente os gigantescos processos que comanda – o de tornar público tudo o que for possível e que não venha a atrapalhar novas investigações, para ter o apoio da população, principalmente contra interesses políticos – não é compartilhado por Bretas. “Não é minha preocupação se o povo vai me apoiar, eu tenho que ser correto. Se o povo não gosta de um réu e eu considero que devo soltá-lo, o soltarei”, disse recentemente, em uma entrevista ao jornal El País.
Marcelo da Costa Bretas nasceu em Nilópolis, na Baixada Fluminense, em 1970. Filho de um comerciante e de uma dona de casa, estudou em Nova Iguaçu e cursou direito na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Nunca foi um aluno aplicado no colégio, mas isso mudou quando entrou na faculdade. Embora seu pensamento ao entrar no curso seria de que seguiria os passos do pai como comerciante, passou em um concurso do Ministério Público estadual pouco depois de se formar.
O próximo passo foi o concurso para a magistratura federal, no qual foi aprovado em 1997. A partir daí, peregrinou pelo interior do Rio de Janeiro por 15 anos – Volta Redonda, Três Rios e Petrópolis. As causas por lá não se comparavam com a atual. Nesse tempo, aproveitou para fazer seu mestrado, onde estudou os limites das interceptações telefônicas pelo Estado. Bretas é casado com uma juíza federal que conheceu no segundo período da faculdade e com quem tem dois filhos, de 13 e 15 anos.
O juiz carioca é evangélico desde criança e tem um irmão pastor. Faz parte da igreja Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul. É fervoroso e, na decisão que prendeu Cabral, citou a Bíblia: “Por que será que as pessoas cometem crimes com tanta facilidade? É porque os criminosos não são castigados logo”. Mesmo assim, diz não misturar suas crenças com o seu trabalho e justifica ter usado o trecho porque, mais que religioso, os versos de Rei Salomão são históricos. Gosta de repetir que não sente prazer quando prende alguém, mas sim quando solta.
A Lava-Jato no Rio
Para chegar ao pedido de prisão de Eike Batista, é preciso voltar à 16ª fase da Operação Lava-Jato, quando os procuradores do Ministério Público Federal denunciaram irregularidades em contratos também na Eletrobras Eletronuclear, em específico nas obras da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro. O esquema era mais amplo que uma simples fatia do que acontecia na Petrobras, o que fez com que meses depois, em outubro de 2015, o Supremo Tribunal Federal determinasse um desmembramento da Lava-Jato. Dessa forma, a 7ª Vara Criminal do Rio foi acionada.
“Quando o caso é transferido, há uma redistribuição por sorteio dentre as Varas que têm competência para lidar com organização criminosa. Nesse caso, a Justiça Federal de Primeiro Grau do Rio chegou à 7ª Vara Federal, onde o juiz Marcelo Bretas assumiu os processos pelo histórico”, Thiago Bottino, professor de Direito Penal e coordenador de graduação da FGV Direito Rio.
“Eu tenho dito que a magistratura federal está repleta de juízes iguais ao Moro, com o mesmo destemor, o mesmo preparo, e o Marcelo Bretas é um deles”, diz Roberto Veloso, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil
A decisão de investigar e processar em diferentes estados pode partir da própria Polícia Federal ou MPF. É sempre uma batalha, pois, na Lava-Jato, há uma luta dos investigados para fugir de Sergio Moro. Desde o início, advogados de defesa de lobistas, empreiteiros e ex-deputados tentam elevar o caso para o Supremo, que mantinha as operações na primeira instância. “Por vezes juízes de primeira instância e réus discordam sobre o local adequado para o caso tramitar, em outro estado ou comarca, e isso sobe para os tribunais superiores decidirem”, afirma Ivar Hartmann, professor de Direito do Estado da Fundação Getulio Vargas Direito Rio.
Ao chegar ao Rio, o primeiro passo foi devassar a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, que operava licitações fraudulentas para prestação de serviços de construção em Angra 3. O presidente Othon Luiz Pinheiro da Silva recebia no acordo repasses de Andrade Gutierrez e Engevix. Apesar de serem as mesmas empresas da Lava-Jato, o relator do caso no Supremo, ministro Teori Zavascki, não encontrou relação direta entre os casos. O caso foi desmembrado e criada uma força-tarefa no Rio para apurar os casos. Em julho de 2016, foram apresentadas 15 denúncias contra funcionários da Eletronuclear e, em agosto, outras 11.
A força-tarefa carioca ganhou as manchetes mais tarde, em novembro, com a deflagração da Operação Calicute. No dia 17, em ação coordenada entre Moro e Bretas, foi decretada a prisão preventiva do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e de outras sete pessoas por comporem uma organização criminosa para atos de corrupção e lavagem de dinheiro. Cabral recebeu 224 milhões de reais em propinas para garantir contratos de empreiteiras com o governo para obras de infraestrutura, como a reforma do Estádio do Maracanã, o PAC Favelas e o Arco Metropolitano.
Na operação desta quinta, chamada de Eficiência, foram encontrados mais 100 milhões de dólares – cerca de 320 milhões de reais – de Cabral e seus assessores em 10 contas diferentes no exterior. As informações vieram a partir da delação de dois operadores do mercado financeiro: Renato Hasson Chebar e seu irmão Marcelo Hasson Chebar. Cerca de 270 milhões de reais já foram repatriados. Em novembro, quando prendeu Cabral, Bretas classificou o “custo-corrupção” como fator determinante para a crise que o Rio de Janeiro está vivendo. A crise só aumentou desde então e, ao que tudo indica, ele estava certo.

Governo libera aproximadamente R$ 500 mil em crédito para associação de produtores rurais de Tuntum

 

 
Um mês. Este foi o período entre a aquisição de terra de 972 hectares e a liberação de aproximadamente R$ 500 mil para a Associação dos Produtores Rurais do povoado Cigana, no município de Tuntum. O evento de entrega de contrato de repasse do recurso foi realizado nesta sexta-feira (27), no município de Tuntum beneficiando 39 famílias.
A secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF), por meio da Unidade Técnica Estadual que executa o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) no Maranhão liberou R$ 472.662,84 do Subprojeto de Investimentos Comunitários (SIC) – um recurso não reembolsável- para a Associação dos Produtores Rurais do povoado Cigana, investir em projetos comunitários.
Além do recurso as famílias tiveram oficina de capacitação de dois dias para execução do SIC na comunidade. “Com este recurso nós vamos investir na criação de suinocultura, avicultura caipira, horticultura, quintais agroflorestais, casa de farinha e usina de arroz. Fora isso, nós teremos acompanhamento e assistência técnica”, contou, com felicidade, o presidente da associação José Elias (Riba Soró).
O coordenador da UTE da SAF, João Batista Rios, lembrou que sua equipe na secretaria, vem trabalhando fortemente, para desenvolver o PNCF no Estado. No mês de dezembro do ano passado, as famílias do povoado Cigana receberam das mãos do governador Flávio Dino, a titulação de 972 hectares de terra, que darão segurança jurídica para os agricultores e hoje, recebem quase meio milhão de reais para investir no setor produtivo.
“Uma das políticas que visam o desenvolvimento rural é o PNCF, do Governo Federal, que oferece aos trabalhadores rurais condições para financiar um imóvel rural e permite ainda, estruturar os imóveis com os recursos do SIC. E o Governo do Estado está trabalhando para que o PNCF alcance todos os assentados do Maranhão”, destacou o coordenador.
O PNCF estava parado no Maranhão há 10 anos. O Sistema SAF (composto pela SAF, Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural- Agerp e Instituto de Colonização e Terras do Maranhão- ITERMA), trabalha com ações vinculadas para dar dignidade e qualidade de vida ao homem do campo.
“Não basta ter só a terra, é necessário produzir na terra. Hoje, a associação do povoado Cigana tem terra, dinheiro e assistência técnica. Essas ações mostram que estamos no caminho certo”, explicou a secretária Adjunta de Extrativismo, Povos e Comunidades Tradicionais da SAF, Luciene Dias Figueiredo.
Para o prefeito de Tuntum e presidente da FAMEM, Cleomar Tema, a liberação do recurso representa o compromisso do Governo do Estado em desenvolver a zona rural nos municípios. “As famílias vão produzir mais, melhor e com dignidade. É visível as ações do Governo do Estado voltadas para o setor social no Maranhão”, enfatizou.
“Nós temos um governo que trabalha para quem mais precisa e valoriza o agricultor familiar. Ações como essas são essenciais para alavancar a real economia do Maranhão, que não precisa apenas ser de investimentos em dinheiro, mas também na dignidade das pessoas”, concluiu o secretário da SAF Adelmo Soares.
Estavam presentes no evento Evandro Barbosa, representando a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Estado do Maranhão (FETAEMA), Sebastião Vagner Urbano, gestor regional da Agerp de Presidente Dutra, vereadores, presidentes de associações, secretários e sociedade civil organizada.