domingo, 27 de setembro de 2020

Rubens faz maior ato na largada da campanha em São Luís


O candidato a prefeito do PCdoB, Rubens Jr, iniciou sua campanha oficial para administrar São Luís na manhã deste domingo (27). Rubens percorreu vários bairros da capital em uma carreata que começou na Av. dos Portugueses, na área Itaqui-Bacanga.
Além da numerosa participação de eleitores e militantes, Rubens foi acompanhado do candidato a vice-prefeito Honorato Fernandes (PT), da senadora Eliziane Gama (Cidadania) e do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), presidente do partido do governador Flávio Dino.
Rubens Jr possui a maior coligação deste pleito com 6 partidos (PCdoB, PT, Cidadania, PP, PMB e DC), reunindo mais de 200 candidatos a vereador e mais de 100 propostas para a capital.

‘Eu tenho a maior identidade com o governador Flávio Dino’, afirma Rubens



Nesta sexta-feira (25), em entrevista concedida ao programa Jornal na Mira, da radio Mirante FM, o pré-candidato à prefeitura de São Luís Rubens Jr (PCdoB) explicou mais detalhadamente como tem se preparado para a campanha que se inicia no próximo domingo (27).

O candidato é enfático ao dizer que pertence ao grupo mais robusto dentre todas candidaturas. Ao todo, são 6 partidos que formam a coligação que pretende eleger Rubens. Tendo Flávio Dino como principal aliado nessa trajetória, o candidato não esconde a admiração e é enfático ao afirmar o apoio do governador. “Eu tenho a maior identidade com o governador Flávio Dino. Eu estou no PCdoB, partido dele desde 2009, a convite dele. Sou aliado do Flávio desde quando ele perdia eleição”, diz Rubens.

A boa relação entre o deputado federal licenciado e Flávio Dino é um dos trunfos que Rubens tem em sua caminhada rumo ao Palácio La Ravardiere. A parceria que já rendeu grandes trabalhos por todo Maranhão é esperada também no futuro mandato na prefeitura.

“Eu aprendi a fazer política com o Flávio, ele é a minha inspiração. E mais que ser o candidato do partido do governador, o que mais me inspira é que eu sou dentre os candidatos, aquele que mais tem condições de fazer um governo parecido com o que o Flávio faz. Inspirado também no governo Lula. Fazer mais para os mais pobres”, enfatiza Rubens.

Prefeito Edivaldo executa melhorias na rede municipal de saúde



Unidades do Bequimão e São Bernardo são algumas das unidades que recebem intervenções estruturais da gestão do prefeito Edivaldo
Outra frente de trabalho do programa São Luís em Obras que avança é a de reforma de unidades de saúde da rede municipal. As reformas nas unidades mistas do Bequimão e do São Bernardo, executadas pela Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), seguem em ritmo acelerado e serão entregues em breve à população. Após entregues, as unidades terão, de forma individual, a capacidade de atender a uma média de 50 mil pacientes por ano em diversas especialidades, como ginecologia, cardiologia, nutrição e outras. Estas e outras reformas fazem parte do programa São Luís em Obras, executado pelo prefeito Edivaldo Holanda Junior que mantém centenas de frentes de serviços de infraestrutura alcançando diversos bairros da zona urbana e rural da capital.

Em ambas as unidades já foram recuperadas as partes elétrica e hidráulica, realizadas as adequações dos banheiros para pessoas com deficiência física, reforma dos consultórios do setor ambulatorial (com a troca de móveis e dos aparelhos de ar-condicionado), reparos na cobertura, além da execução dos serviços de reboco, de pintura e de outros acabamentos. Com a reforma, os leitos disponíveis para internação nas unidades serão novos e equipamentos de apoio, como cilindros de oxigênio, por exemplo, estão sendo trocados.

"Por meio do programa São Luís em Obras estamos melhorando as infraestrutura da cidade e também investido na melhoria das redes de Saúde, Educação, Assistência Social, entre muitas outras frentes de trabalho. Com a reforma das unidades de saúde qualificamos o atendimento e também ampliamos a capacidade de atendimento, bem como a oferta de serviço, como tem acontecido em unidades já entregues", disse o prefeito Edivaldo.

Para a secretária de Saúde de São Luís, Natália Mandarino, a execução das obras em duas das quatro unidades mistas da capital maranhense demonstra a preocupação da gestão do prefeito Edivaldo com a assistência clínica e de urgência da população. "As unidades Bequimão e São Bernardo são consideradas referências no atendimento em seus respectivos distritos. Com a reforma, a gestão do prefeito Edivaldo oferecerá locais com ampliação na capacidade de assistência à população", disse.


Durante as reformas, os serviços de urgência e emergência nas unidades do São Bernardo e do Bequimão foram mantidos. No caso do São Bernardo, o Centro de Saúde do São Cristóvão foi usado como anexo de retaguarda para os pacientes. Desde os primeiros meses da pandemia do novo coronavírus, as unidades foram destinadas como unidades de apoio assistencial a pessoas com sintomas relacionados à Covid-19.

Assim que estiver pronta, a Unidade Mista do São Bernardo, fruto emenda parlamentar do senador Weverton Rocha, oferecerá, ainda com mais qualidade, programas de assistência infantil e ao público feminino. Após a reforma, o local oferecerá 36 leitos.

SAÚDE

Por meio do programa São Luís em Obras, o prefeito Edivaldo tem contemplado a área da saúde. São várias as intervenções em unidades da rede de atenção básica que modificam e incrementam a estrutura de atendimento da população ludovicense como a nova sede do Caps AD III, situada na Avenida Getúlio Vargas, no Monte Castelo.

O serviço oferece atendimento para dependentes de álcool e outras drogas a partir dos 18 anos que, porventura, estejam em crise ou abstinência dessas substâncias. O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), cuja sede está situada na Rua do Passeio (em frente ao Hospital Português), também passou por reformas.


O Hospital Socorrão II sofreu intervenções na cobertura e recuperação de alas e outros setores. O Centro de Saúde Nazaré Neiva, no bairro São Raimundo foi entregue à população em abril deste ano. Outra ação importante foi no João Paulo, em que o antigo centro de saúde no bairro passa a receber a Farmácia de Medicamentos Estratégicos, além do Núcleo de Apoio Técnico à Demanda Judicial (NATDJUS) e o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT).

Outra obra de suma importância para a administração pública é o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) da Alemanha. O local, que há mais de uma década não sofria uma reforma sequer, recebe serviços de recuperação da cobertura, troca de instalações elétricas, recuperação física das salas e novos equipamentos e deverá ser entregue à população em breve. A Central de Marcação de Consultas (Cemarc) também passou por reestruturação da cobertura física de sua sede, no bairro Alemanha.

Machado de Assis – o menino de rua que virou presidente da Academia


O menino pobre, que perambulava pelas ruas do Rio de Janeiro, tornou-se fundador e primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras
Machado de Assis talvez tenha sido o escritor brasileiro mais completo não só do ponto de vista literário e estilístico, mas também social – ele percorreu, ao longo da vida, todos os degraus da sociedade carioca, de baixo para cima.

Mulato, teve origem muito humilde. Nasceu no morro do Livramento, em 21 de junho de 1839, filho do pintor de paredes Francisco José de Assis cujos pais – portanto, avós do escritor – eram ex-escravos, alforriados, e da lavadeira portuguesa Maria Leopoldina da Câmara Machado. Ambos muito pobres, foram agregados de Maria José de Mendonça, viúva do senador Bento Barroso Pereira. A viúva permitiu que morassem em seu terreno. Mesmo humildes, tinham a vida organizada – eram casados legalmente e ambos alfabetizados, coisa rara entre o povo pobre na época. Além deles, as notícias sobre antepassados de Machado de Assis são escassas.

O menino Machado de Assis frequentou uma escola pública, mas não foi aluno aplicado. Serviu também como coroinha e ajudava nas missas ao Padre Silveira Sarmento, que lhe ensinou noções de latim e ficou seu amigo.


Machado de Assis tinha 10 anos de idade quando morreu sua mãe. Seu pai mudou-se então para São Cristóvão e se casou com a mulata Maria Inês da Silva, a mãe adotiva que cuidou do garoto depois da morte do pai, que aconteceu pouco depois.

“Maria Inês foi a primeira mestra de Machado de Assis”, diz a biógrafa Lucia Miguel Pereira; “ensinou-lhe o pouco que sabia, as letras, as primeiras operações”, antes de matricular o menino na escola pública.

Esta escola seria “a da rua do Costa, ou a da rua do Piolho? De ambas fala ele em seus livros. O mestre é que é mais ou menos o mesmo nas duas evocações” (Pereira: 1936).


Maria Inês se empregou como doceira numa escola no bairro, e cabia ao garoto a tarefa de, com um tabuleiro, vendê-los pelas ruas – atividade que o levou a perambular pelas ruas, gravando na memória situações, imagens e personagens que mais tarde povoariam seus escritos. Maria Inês foi mãe, amiga e leitora das primeiras publicações de Machado de Assis.

Consta que ele ficou amigo de um confeiteiro francês, empregado numa padaria do bairro que, à noite, ensinava ao menino o idioma de Pascal, Montesquieu, Balzac e outros autores que deixaram sua marca no escritor que surgia.

Ao que tudo indica, o rapaz tinha facilidade para aprender idiomas. Era ainda jovem quando foi iniciado no inglês, ensinado a ele pelo escritor José de Alencar. Começou também a estudar o grego, ensinado, de maneira igualmente informal, por outro amigo, em 1866, quando tinha quase 27 anos de idade.


Desde menino desenvolveu a voracidade pela leitura que o acompanhou pela vida afora. Sem dinheiro, muito jovem, tornou-se um frequentador assíduo do Gabinete Português de Leitura e, na barca que o levava até o Centro, ia calado, com a cara enfiada num livro. 

Machado de Assis – que, na pia batismal, recebeu o nome de seus padrinhos -Joaquim e Maria – foi um menino pobre, magrinho, de pele escura e traços de negro, tímido, gago, que se achava feio e sofria de um mal terrível, a epilepsia que nunca chamou pelo nome mas designava as convulsões que sofria como “coisas esquisitas” (Pereira: 1936).

Esse brasileirinho que andava descalço pelas redondezas do morro do Livramento, veio a se tornar o grande escritor brasileiro, reconhecido em seu tempo – mesmo pela elite cujas mazelas ele desprezou e narrou de maneira implacável em sua literatura – e, em 1897, aos 58 anos de idade, esteve entre os fundadores da Academia Brasileira de Letras, sendo eleito seu primeiro presidente.

As “cenas da meninice nunca mais se apagaram da sua memória. A Saúde, a Gambôa, São Cristovão e os morros adjacentes vivem na sua obra” (Pereira: 1936).

Aquele menino tímido lutou para deixar a pobreza e subir na vida. Abriu seu caminho com trabalho, afinco e muito tato. Tinha 15 anos quando, em 1854, seu primeiro soneto foi publicado, dedicado à “Ilustríssima Senhora D.P.J.A”, e assinado como “J. M. M. Assis”, no “Periódico dos Pobres”.

Nessa época, passou a frequentar a livraria do jornalista e tipógrafo Francisco de Paula Brito, um humanista cujo estabelecimento era ponto de encontro da sua Sociedade Petalógica, que Machado – timidamente – frequentou, mais ouvindo do que falando.

Tinha 17 anos quando começou a trabalhar como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional. Logo, começou a colaborar na revista “A Marmota”. Foi o início de uma carreira que começou como poeta, depois jornalista e logo contista e romancista que ganhou renome. Chamou a atenção do diretor da Imprensa Nacional, o romancista Manoel Antonio de Almeida (autor de “Memórias de um Sargento de Milícias”), que o apoiou e incentivou.


Começou em uma ocupação operária – tipógrafo – e, em pouco tempo, foi promovido a revisor. Trabalhou na Imprensa Oficial de 1856 a 1858. Depois, convidado pelo poeta Francisco Otaviano, tornou-se colaborador do “Correio Mercantil”, importante jornal da época, onde escreveu crônicas e revisou textos.

Aos 21 anos de idade Machado de Assis era conhecido nas rodas intelectuais cariocas.

No final da década de 1860 conheceu Carolina Augusta Xavier de Novais, portuguesa, irmã de seu amigo Faustino Xavier de Novais. O casal apaixonou-se e, em 12 de novembro de 1869, se casaram, depois de enfrentar a oposição de outros dois irmãos de Carolina, que não o aceitavam por ser mulato – a cor de Machado foi, diz Lucia Miguel Pereira, a única objeção que fizeram contra ele.


Carolina, uma mulher muito culta, se tornou na grande parceira e colaboradora do escritor – foi sua primeira leitora, confidente e “crítica” assídua do que escrevia.

A imagem usada por Lucia Miguel Pereira é veemente – ele criou “uma armadura, uma casca de caramujo dentro da qual se pudesse abrigar”. Criou uma concha para si próprio, dentro da qual se escondia o tímido e reservado, que só se exprimia através da escrita. Evitava dar opiniões de viva voz, mas abria sua alma na escrita. Tornou-se, diz a biógrafa, um homem “tão recatado, tão cioso da sua intimidade, só teve um descuido, só deixou uma porta aberta: os seus livros. São eles que nos revelam o verdadeiro Machado.” E pergunta: “Conservando, nas entrelinhas, a verdadeira figura do criador, não o reabilitarão os seus livros?” (Pereira:1936).

Machado de Assis foi um homem reservado, que procurava esconder sua origem humilde, anotou a biógrafa. Seu esforço foi impor-se aos brancos, aos bem nascidos. Num movimento instintivo de defesa, “tratou de se esconder dentro de um tipo, não era bem o seu, mas que representava o seu ideal: o do homem frio, indiferente, impassível. Meteu-se na pele dessa personagem, crendo sem dúvida que se elevava, na realidade amesquinhando-se, esquecido de que seus livros o traiam – ou o salvavam” (Pereira: 1936). Uma figura, aliás, adequada ao funcionário público do ministério da Agricultura, que foi.

Este esforço para ocultar a origem humilde ajuda a explicar algo que muitos consideram um desvio de caráter do escritor. Numa certa altura da vida, já reconhecido como jornalista e escritor, passou a evitar aquela que cuidou dele depois da morte do pai, a mulata Maria Inês, sua mãe substituta. Muitos, críticos severos, o acusam de ocultá-la para esconder seus antepassados negros. O mais provável é que Machado de Assis ocultava não suas origens africanas, mas seu passado humilde e pobre. Mesmo porque nunca escondeu os visíveis traços negros que aparentava. “Mulato, ele o era sem disfarce”, diz a biógrafa; “a raça gritando na vasta e rebelde cabeleira que lhe caía sobre as orelhas, nos lábios grossos encimados pelo bigode ralo e duro, nas narinas achatadas” (Pereira: 1936).

Machado de Assis foi autor de dez romances, 216 contos e mais de seiscentas crônicas, além de poesias e peças de teatro – obra que o coloca ao lado de gigantes como Dante, Shakespeare, Camões, Goethe, Melville – autores que, como ele, estão entre os fundadores de suas literaturas nacionais. Tinha 69 anos de idade quando, em 29 de setembro de 1908, despediu-se da vida, na casa de Cosme Velho (Rio de Janeiro), assistido pelos amigos, entre eles grandes escritores como José Veríssimo e Euclides da Cunha.


Na noite anterior, foi visitado por um rapaz de 17 anos, que lhe rendeu a última homenagem – era Astrojildo Pereira que, poucos anos depois se tornaria importante líder operário e fundador do Partido Comunista do Brasil.

Machado de Assis foi, em seus escritos, um crítico severo da sociedade brasileira, da elite cujos costumes descreveu com palavras muitas vezes duras e implacáveis.

Nunca aceitou a escravidão, e em seus escritos há várias passagens onde condena com veemência esse sistema iníquo. Como pensador e escritor, acreditou na igualdade de todos os homens, e deixou vários registros dessa crença – opinião que inclusive o levou a uma rara manifestação pública, ele, normalmente tão reservado e que só dava opiniões em seus escritos.

A comemoração da Abolição da Escravatura mereceu dele aquela efusão pública, além do registro escrito de seu contentamento.

Na crônica que publicou em “A Semana”, na “Gazeta de Notícias”, em 14 de maio de 1893 – cinco anos depois da abolição – ele descreveu aquele dia de festa e sua participação nele. “Houve sol, e grande sol, naquele domingo de 1888, em que o Senado votou a lei, que a regente [Princesa Isabel] sancionou, e todos saímos à rua. Sim, também eu saí à rua, eu o mais encolhido dos caramujos, também eu entrei no préstito, em carruagem aberta. (…)Verdadeiramente, foi o único dia de delírio que me lembra ter visto.” Reproduziu estas palavras, quase literalmente, ao descrever o dia 13 de Maio de 1888 no romance “Memorial de Aires”.

O tímido e reservado Machado de Assis não foi um revolucionário, do ponto de vista político e social – mas tinha ideias que destoavam das dominantes em seu tempo.

Foi radical – democraticamente radical -, mas sempre por escrito. Como na crônica “Canção de Piratas”, de 22 de julho de 1894, publicada na “Gazeta de Notícias”, na qual se referiu de maneira elogiosa e poética e ao arraial de Canudos e a Antonio Conselheiro: “Telegrama da Bahia refere que o Conselheiro está em Canudos com 2.000 homens perfeitamente armados.” (…) “Crede-me, esse Conselheiro que está em Canudos com os seus dois mil homens, não é o que dizem telegramas e papéis públicos. […] São homens fartos desta vida social e pacata, os mesmos dias, as mesmas caras, os mesmos acontecimentos, os mesmos delitos, as mesmas virtudes. Não podem crer que o mundo seja uma secretaria de Estado, com o seu livro do ponto, hora de entrada e de saída, e desconto por faltas. (…) Não, por Satanás! Os partidários do Conselheiro lembraram-se dos piratas românticos, sacudiram as sandálias à porta da civilização e saíram à vida livre”.
Machado de Assis – Charge: Cãibra

É um registro, sem dúvida romantizado, dos acontecimentos no sertão da Bahia – mas inspirado por uma simpatia que não foi comum naqueles anos em que Conselheiro e os lutadores que liderava eram sumariamente classificados como bandidos ferozes pela imprensa dominante no final do século 19.

Pela letra de Machado de Assis manifestava-se não apenas o escritor famoso, o presidente da Academia Brasileira de Letras. Naquele texto, marcado pela empatia aos combatentes de Canudos, podia-se ouvir a voz, longínqua, do menino pobre que andava descalço pelas ruas do Rio de Janeiro. E se tornou o maior escritor brasileiro.

AUTOR

Jornalista, escritor, estudioso de história e do pensamento marxista e colunista do Portal Vermelho.

“Lei de Incentivo do Governo do Maranhão é vital para a retomada da sinuca profissional”, diz Lourival Bogéa

Depois de nove meses de paralisação, devido à pandemia do novo coronavírus, a Federação Maranhense de Bilhar e Sinuca (FMBS) iniciou o seu calendário oficial de eventos 2020 no último final de semana. A primeira competição oficial foi a 1ª Live Maranhão/Piauí de Sinuca Six Red, realizada com patrocínio do Governo do Maranhão e Grupo Mateus, por meio da Lei Estadual de Incentivo aos Esportes.
Com realização da Federação Maranhense de Bilhar e Sinuca (FMBS), Golden Shopping Calhau e AABB/São Luís, a live foi assistida via internet, em tempo real, por admiradores dos esportes de bilhar, jornalistas de esportes e atletas de todo o país. Segundo o presidente da FMBS, Lourival Bogéa, o patrocínio do Governo do Maranhão é fundamental para a retomada do calendário da sinuca profissional.
“Ficamos nove meses parados, atendendo as determinações das autoridades sanitárias. Nesse período, atletas de todo o país sempre nos perguntavam quando realizaríamos novos eventos. Com a flexibilização, a FMBS planejou uma competição com 32 atletas de dois estados. Buscamos o apoio do governo estadual e conseguimos a aprovação na lei estadual de esportes”, disse Lourival Bogéa.

O dirigente afirmou ainda que o apoio do governo estadual vem melhorando a qualificação técnica e profissional dos atletas locais. “O Maranhão é um dos maiores e mais respeitados estados que realizam grandes eventos da sinuca brasileira. Hoje, temos atletas preparados para conquistar bons resultados em eventos nacionais. Tudo isso, graças a Lei de Incentivo ao Esporte, ao Governo do Estado e ao Grupo Mateus, que sempre apoiaram a FMBS e a CBBS”, complementou Lourival Bogéa.

A FMBS agora está focada na realização do 7º Campeonato Norte/Nordeste de Sinuca, nos dias 4, 5 e 6 de dezembro/20 “O Norte/Nordeste é, sem dúvidas, a competição mais aguardada por atletas do Norte e Nordeste e de outras regiões, que são convidados para participar. É a nossa meta. Até lá, os atletas maranhenses seguem suas rotinas de treinos e jogos preparatórios, finalizou Lourival Bogéa.
A 1ª Live Maranhão/Piauí de Sinuca obedeceu às exigências sanitárias da AABB São Luís, Golden Shopping e do Governo do Maranhão. A competição teve apoio da Água Mineral Mar Doce, Óticas Diniz, Polícia Militar/MA, Bus Transportes, ServBus, Fiema, IEL, Net, Jornal Pequeno e imprensa. Para assistir aos jogos acesse o canal do Portal Planeta Esportivo no YouTube e na página oficial da FMBS no Facebook.

Eliziane Gama apresentou requerimento solicitando CPI para investigar desmonte da politica ambiental



A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) apresentou requerimento com assinaturas de 29 senadores para a criação da CPI da Crise Ambiental, para investigar o desmonte do Ministério do Meio Ambiente e as queimadas na Amazônia e Pantanal. Ela mencionou a possibilidade de boicote internacional a produtos brasileiros em retaliação à política ambiental do atual governo. Contrário à CPI, o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) disse que o Brasil não tem "índices ruins" de emissão de efeito de gás estufa. Segundo ele, o Brasil é vítima de uma campanha de produtores estrangeiros por ser o maior exportador de alimentos e carne. O pedido de criação da CPI precisa ser lido e ter as assinaturas conferidas para que a comissão seja instalada.