segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Maranhense Pablo Castro será titular da Seleção Brasileira contra Camarões

O maranhense Pablo é filho do estimado Evilasio Castro e de Concita

O técnico da Seleção Brasileira Tite não revelou a escalação inteira da seleção brasileira para o amistoso desta terça-feira, contra Camarões, mas deu informações importantes para se chegar ao time escolhido: O zagueiro maranhense Pablo do Bordeaux da França será titular contra Camarões. Serão seis mudanças em relação à equipe titular na vitória sobre o Uruguai; Alex Sandro, Ederson, Firmino, Marquinhos e Pablo formarão a dupla de zaga. Tite afirmou que a seleção brasileira tem mantido aspectos importantes de antes, como superioridade em passes trocados e posse de bola, e sem sofrer gols, mas comentou sua preocupação com o setor de criação.
Evilasio ao lado do seu filho Pablo, o craque  da Seleção Brasileira e do Bordeaux da França
Pablo está ciente de que a vaga na defesa da Seleção Brasileira é concorrida. Justamente por conta disso, em entrevista coletiva concedida neste domingo, em Milton Keynes, após o primeiro treino do Brasil para o confronto diante de Camarões, o zagueiro determinou um objetivo imediato em sua carreira: garantir a segunda convocação entre o elenco de Tite.
“Difícil. Em uma Seleção de muita qualidade, você estar em um grupo como esse, em reformulação… estou sempre trabalhando com humildade, esforço. É uma oportunidade especial par amim. Vou trabalhar ao máximo para permanecer. Você vir uma vez é uma coisa, permanecer é outra. Dia a dia está sendo com muito trabalho e dedicação, para que eu consiga permanecer na Seleção mais tempo”, afirmou.

Dia da Consciência Negra: Maranhão anuncia políticas públicas para igualdade racial

O Governo do Maranhão dá mais um passo importante na promoção da igualdade racial, com o lançamento de políticas públicas voltadas para quilombolas. As medidas serão assinadas na quarta-feira (21), no Palácio dos Leões, integrando a programação da Semana da Consciência Negra, organizada pela Secretaria da Igualdade Racial (Seir).
Dentre as medidas que serão assinadas está o decreto de instituição do Selo Quilombos do Maranhão, que garante a origem de produtos da agricultura familiar dos quilombolas; será assinado o decreto de desapropriação do Território Quilombola de Sesmarias de Jardins, no município de Matinha, beneficiando os quilombos de Bom Jesus, Patos e São Caetano; e a conclusão do processo de arrecadação dos territórios quilombola de Santo Antônio dos Pretos e Mariano dos Campos e da comunidade de Soledade, localizados no município de Serrano do Maranhão.
Também será realizada a entrega de motocicletas para as prefeituras de Alcântara, Icatu, Serrano, Bacabal, Peritoró, Lima Campos, Santa Rita, Itapecuru, Monção e Anajatuba. Os veículos equiparão as secretarias e/ou departamentos municipais de Igualdade Racial, contribuindo para melhor atendimento das comunidades quilombolas destes municípios. Será anunciada, ainda, a certificação do Quilombo Urbano Liberdade, a primeira comunidade urbana quilombola do Maranhão.
As comemorações da Semana da Consciência Negra começaram nesta segunda-feira (19), com uma palestra para mulheres na comunidade quilombola de Juçatuba, no município de São José de Ribamar; com o tema ‘Identidade Étnica e Saúde da Mulher Negra’. O evento prossegue com uma extensa programação até o domingo (25) e terá ainda atividades nos dias 29 e 30 que marcarão o encerramento da agenda, respectivamente, o Seminário Educação e Juventudes Negras e o Seminário Saúde nos Quilombos, ambos na Casa do Maranhão.

A Petrobras na mira privatista de Bolsonaro

 

Nem a preservação do “miolo” da Petrobras está garantida, a depender da “carta branca” que o presidente eleito deu ao superministro Paulo Guedes.             

                                                                              
A reafirmação pelo presidente eleito Jair Bolsonaro de que "parte" da Petrobras pode ser privatizada é a confirmação de que essa estatal estratégica está, sim, sob ameaça. Ele falou em tom cauteloso sobre o assunto, tentando se equilibrar entre o que se anuncia com a política de privatizações selvagens do seu superministro da economia, Paulo Guedes, e um suposto conceito estratégico da empresa, que deve se limitar ao seu “miolo”, conforme declarou Bolsonaro em entrevista à TV Bandeirantes durante a campanha eleitoral.

O presidente eleito assumiu a agenda entreguista ao dizer que deu “carta branca” a Paulo Guedes para definir a equipe econômica. A indicação de Roberto Castello Branco para presidente da Patrobras faz parte dessa autonomia do chefe da área econômica, conforme admitiu o presidente eleito na entrevista nesta segunda-feira (19). Ele também relembrou que viu “lá atrás com muito bons olhos a questão da Embraer” — a entrega da empresa brasileira com excelência na tecnologia da indústria aérea para a Boeing, gigante monopolista do setor em âmbito mundial.

A convicção de Bolsonaro sobre o papel estratégico da Petrobras — assim como o da Embraer — se revelou totalmente inconsistente quando ele falou à rede de televisão GloboNews sobre o assunto, também durante a campanha eleitoral. Segundo ele, a empresa pode, sim, ser privatizada "se não tiver solução". "Acaba com esse monopólio estatal e ponto final", disse ele. É exatamente o pensamento de Paulo Guedes, o homem da “carta branca”, que em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo no dia 25 de fevereiro deste ano afirmou que a solução para zerar a dívida pública seria “privatizar tudo”.

Não por acaso, ele nomeou Castello Branco para a presidência da Petrobras, um militante da privatização da estatal. Em artigo publicado no jornal Valor em 8 de maio deste anos, intitulado "Privatizações envergonhadas", ele disse que “não faz sentido manter centenas de bilhões de dólares alocados no capital de estatais, exercendo atividades que poderiam ser desempenhadas com sucesso pela iniciativa privada”, exercitando a velha falsa retórica neoliberal de que as privatizações são necessárias para garantir investimentos “em saúde, educação, saneamento básico e segurança pública”.

Desmonte

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, também respaldou o anuncio privatista de Bolsonaro. “O núcleo duro, a prospecção e a fonte de inteligência, o conhecimento, não vão ser privatizados. Podemos negociar a distribuição e o refino”, disse ele ao elogiar a indicação de Castello Branco para presidir a Petrobras. “Ele vai manter essa gestão de recuperação que a empresa está passando”, acrescentou Mourão, referindo-se à política de ataques à estatal iniciada com o governo golpista do presidente Michel Temer.

A indicação de Castello Branco coincide com a tramitação no Senado do projeto que autoriza a Petrobras a transferir a petroleiras privadas até 70% de seus direitos de exploração de petróleo na área do pré-sal, que pode ser votado com urgência nesta terça-feira (20). A proposta é de autoria do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA). Como bem definiu a Associação dos Engenheiros da Petrobrás (Aepet), num comunicado de agosto deste ano, “a estatal só esteve quebrada na mídia, que criou um clima para facilitar a entrega do pré-sal e o desmonte da Petrobras”.
 

Frente à onda internacional do crescimento e êxito dos movimentos políticos e sociais de ultradireita, é necessário questionar-se se estamos à entrada do surgimento de uma série de regimes fascistas em diversas partes do mundo, tal como aconteceu em 1930.

Por Héctor Mondragón*

               
Foto: The New York Times
 
Qual é a diferença entre os camisas negras italianos, os camisas pardas (SA) alemães, os guardas de ferro romênos, os banderistas ucranianos, os da Cruz Flechada húngaros, os falangistas espanhóis e os membros do Utasha na Croácia, de uma parte da ultradireita deste século?

Todos estes protagonistas do fascismo europeu de 90 anos atrás professavam um ódio visceral contra os judeus, que se expressou de forma extrema na Alemanha, Ucrânia, Romênia e Croácia, e se concretizou no Holocausto. Agora, com exceção do Svoboda ucraniano, o Jobbik húngaro, o Amanhecer Dourado grego, a Ku Klux Klan e grupos neonazis minoritários, a maioria da ultradireita se declara pró Israel e apoia o extermínio do povo palestino.

O antissemitismo se vê substituído pela islanfobia e, em geral, pela xenofobia radical, o ódio aos refugiados e os racismos particulares, como o expressado contra os mexicanos pela direita dos Estados Unidos. Mas, quanto a outros aspectos, apesar de sua diversidade, a ultradireita do século 21 tende a se parecer cada vez mais ao fascismo europeu dos anos 30.

Se acreditássemos que havendo chegado ao “fim da história” o imperialismo e o colonialismo são coisas do passado, ou que o capitalismo não é o o dominante na política internacional, pois, poderíamos descartar um renascimento do fascismo. Mas a realidade é extremamente diferente.
A guerra imperialista destruiu neste século o Iraque, a Líbia e a Síria, como forma de resolver as crises cíclicas do capitalismo; a recolonização do Oriente Médio é um fato. Os retrocessos do colonialismo, depois da derrota do nazismo, se prolongaram até a derrota dos Estados Unidos no Vietnã, mas nas últimas três décadas a situação se reverteu de forma acelerada.

Para compreender como o fascismo surge das necessidades de guerra externa e interna do imperialismo em meio à crise capitalista, é importante ler o discurso de Hitler no clube de industriais de Dusseldorf, em 27 de janeiro de 1932, com o qual convenceu aos empresários a apoiar a solução nazista.

Hitler explica como a defesa da propriedade privada requer um equivalente político na ditadura do Fuhrer. Assim como a propriedade privada é o resultado da desigualdade econômica e direitos individuais diferentes, para defendê-la se requer desigualdade política, hierarquização e autoridade férrea.

Milton Friedman e a Escola de Chicago, para instaurar o neoliberalismo não lhe bastou preparar uma elite de economistas chilenos, mas precisaram de um [Augusto] Pinochet e de “Pátria e Liberdade”, para impor as leis do mercado. Hitler explica que a Inglaterra não não venderia suas mercadorias na Índia, se não porque a obrigou, invadindo-a. Se os proprietários queriam o êxito de suas empresas privadas, deviam apoiar o nazismo para conquistar mercados e recursos vantajosos com a guerra exterior e destruir o “bolchevismo” que impedia a unidade nacional, o Volkskorper [conceito de demografia alemã, com origem no meio do século 19, ao longo do tempo se definiu como biologia racial até o auge do nazismo] necessário para que a nação triunfasse.

Este discurso, sem os habituais ataques contra os judeus que caracterizavam Hitler, se centrou no ataque ao “bolchevismo”, não só para evitar seu triunfo, mas para evitar a divisão do povo e a difusão de uma mentalidade contrária aos interesses únicos da nação. Os empresários plaudiram entusiasmados por vários minutos. O programa hitlerista em benefício das grandes empresas alemãs se cumpriu e só foi detido pela derrota do nazismo.

Vilfredo Pareto, economista notável a quem os neoliberais consideram um precursor de suas ideias “libertárias”, gritava furioso contra as greves, inimigas desenvolvimento econômico. Odiava o movimento trabalhador que chegou a tomar as fábricas. Aclamou a ascensão de Mussolini ao poder; ainda que não fosse fascista, os fascistas o nomearam senador vitalício. Os grandes capitalistas e os especialistas econômicos neoliberais prefeririam não ter nada a ver com os fascistas e esta ideologia era repugnante para eles, mas os aclamaram quando a crise chegou, quando precisaram esmagar o “bolchevismo” e ir fazer a guerra contra outros países.

O fascismo hoje, como o de 90 anos atrás, liquida as conquistas dos trabalhadores, e os direitos coletivos, “limpa” as universidades e escolas e promove a guerra. Quando a dominação do capital transnacional não se mantém pelas meras leis de mercado, se exerce a violência direta, e quando as instituições não são suficientes, recorre-se à mobilização massiva de uma parte da sociedade civil contra o restante.

O colonialismo se fortaleceu. Agora chamado de “extrativismo”, assola múltiplas regiões do mundo e é uma expressão da fortaleza da empresa colonial existente há séculos e a chamada “acumulação por apropriação”. Ou seja, não é mais que a mesma acumulação primitiva expressada como acumulação colonial originaria em uma região após a outra.

Como no século 20, a guerra permite entrelaçar a empresa colonial com a destruição de capitais competidores, como temos visto no Iraque e Líbia e antes na antiga Iugoslávia, de modo que previa a destruição do capital local, os territórios conquistados são novos mercados, zonas de inversão e fontes de terras, minerais, gás e petróleo.

Mas, o imperialismo, o colonialismo e a guerra não são por si só o fascismo. O fascismo é um movimento de massas, baseado na classe média e nos desempregados, que se mobiliza de diversas formas, incluídas milícias paramilitares, para destruir os direitos e as organizações autônomas de trabalhadores e propiciar a guerra, em benefício do grande capital transnacional e dos latifundiários, que na América Latina estão prontos para colocar para funcionar seus bandos armados, como Attila em Novecento [personagem do filme do diretor italiano Bernardo Bertolucci].
A diferença de outras forma de autoritarismo, o êxito do fascismo é garantido pela mobilização massiva da classe média, povo que ataca o “inimigo” da nação, sejam os judeus, os comunistas, os negros, os refugiados, os muçulmanos, os mexicanos.

Como dizia o filósofo nazista Martin Heidegger “nestas condições pode parecer que não há inimigo. A exigência radical é encontrar o inimigo e colocá-lo em evidência ou talvez criá-lo, para enfrentá-lo… com o objetivo de exterminação total”.

O estado que persegue o inimigo, segundo concordam os teóricos do nazismo, não é tanto a instituição jurídica, mas a condição do povo intrinsecamente unido a seu líder (Heidegger), não o aparato mecânico estatal, mas o povo organizado pelo movimento nazista dirigido por seu Fuhrer, fonte de direito (Rosemberg) assim não é o direito que estabelece a ordem, mas a ordem imposta pelo “movimento” é que engendra o direito (Schmitt).

No século 21 o papel do inimigo é atribuído na Europa e Estados Unidos aos imigrantes, especialmente os refugiados; aos muçulmanos “terroristas”. Na América Latina sege assinalando-se os “comunistas”, a esquerda política, como eram na época da Doutrina de Segurança Nacional.
Contudo, cada vez mais, no Norte e na América Latina, os homossexuais são o alvo predileto, a “ideologia de gênero”, rótulo atribuído à investigação científica da homossexualidade e aos direitos dos homossexuais e transgêneros. Isto não é novo. A homofobia foi um dos ganchos que o nazismo usou para ganhar setores religioso. Foi atacada a teoria do “terceiro sexo” de Magnus Hirschfeld e seus livros sobre a homossexualidade do homem e da mulher e sobre os travestis.

Alvo dos ataques homofóbicos foi o Instituto para a Ciência Sexual dirigido por Hirschfeld. Seu administrador, Kurt Hiller, foi enviado a um campo de concentração em março de 1933 e em 6 de maio seguinte o edifício sede foi ocupado e teve seus arquivos, fotos e biblioteca confiscados para serem queimados na tristemente famosa queima massiva de livros de 10 de maio de 1933.

A fogueira mostrava as ligações da “conspiração judia-bolchevique” com o terceiro sexo. A homofobia cumpria um papel mobilizador e na fogueira e nos campos de concentração, a aniquilação do terceiro sexo legitimava o extermínio dos comunistas, sindicalistas, judeus e ciganos, o extermínio do inimigo. O aparato do Estado, desde seu domínio nas universidades, até suas câmaras de gás, estava enraizado no “ser do povo” dirigido por seu líder.

A ultradireita do século 21, especialmente na América Latina, redescobriu o papel da homofobia. A luta contra a “ideologia de gênero” justificou dizer “Não” à paz na Colômbia e move milhões de pessoas e de votos do Brasil aos Estados Unidos, passando pela Costa Rica, onde uma parte importante das igrejas se presta com entusiasmo a estas manipulações do poder.

A manipulação da religião pela ultradireita não se limita à homofobia. Durante mais de 100 anos se desenvolveu uma teologia da guerra. Assim como entre a população muçulmana a divulgação do wahhabismo fundamentou a existência da Al-Qaeda e do Estado Islâmico, o “dispensacionalismo” de Cyrus Scofield se difunde como uma teologia da guerra, que sustenta a adesão do fundamentalismo “evangélico” à ultradireita.

O EI afirma estar nos últimos tempos preparando-se para a batalha final da história sagrada. O “dipensacionalismo” vê também na guerra do Oriente Médio a antecipação do Armaguedón e considera que o apoio aos Estados Unidos e Israel na guerra é parte dos planos divinos. Os fiéis esperam ser arrebatados ao céu antes dos grandes desastres que estes acontecimentos se concretizem.

Assim como os nazistas lutavam contra a conspiração do “Protocolo dos sábios de Sión”, a ultradireita latino-americana luta contra a conspiração do Foro de São Paulo, que quer impor o comunismo e a homossexualidade. Mas, o bolchevismo já não é uma conspiração judaica, é a fonte da conspiração, enquanto Israel se tornou um aliado e os palestinos são os inimigos.

A ultradireita das Américas é, de todo modo, diversa. Seus inimigos comuns e dirigentes são, de todo modo, o anticomunismo e o seguimento fiel dos interesses dos Estados Unidos e das transnacionais. O fundamentalismo religioso aparece sem problemas ao lado de estrelas da vida dissoluta como Donald Trump ou Alexandre Frota.

Os supremacistas brancos dos Estados Unidos já não estão de acordo entre si sobre o antissemitismos. Mas o Klan e o neonazismo seguem existindo e atuando. A construção do muro na fronteira com o México une a todos eles.

Mais difícil é a convivência e unidade da ultradireita europeia, dividida. Há ultradireitas anti União Europeia e europeístas. Há, além disso, uma ultradireita antissemita e outra islanfóbica. Em israel o extermínio de palestinos é o signo do fascismo. Nos países islâmicos o wahabismo centraliza a ultradireita, enquanto a islanfobia move extremistas hindus na Índia e até intolerantes budistas na Birmânia e na Tailândia. Todas as ultradieitas negam a categoria ser humano, são xenofóbicas e racistas, homofóbicas e inimigas dos direitos humanos, do direito internacional.

Não toda a ultradireita é fascista. O fascismo não é a simples repressão do sistema contra seus inimigos, significa uma mudança qualitativa. Para que os regimes fascistas se estabeleçam não basta que existam fascistas, nem sequer basta que o presidente seja um fascista. Os fascistas precisam chegar a ser um movimento de massas que esmague as organizações dos trabalhadores e dos grupos étnicos e sustentar as guerras. O fascismo do século 21 está aí.
Estamos em tempo de resistir com a palavra e a mobilização.

Leia também:
Perseguições, torturas e assassinatos: a direita avança na Colômbia                      
                                                                                
 *Héctor Mondragón é assessor de organizações indígenas e camponesas da Colômbia

Exoneração não deve livrar Moro de processo administrativo

 

Aprendi com o velho Elias Díaz, jurista espanhol: quem colocaria em dúvida que, no Estado Democrático, a legalidade só poderia ser uma legalidade constitucional? Mas, como tudo por aqui no Brasil, há controvérsias. Muitas.

Por Lenio Luiz Streck
                                                                         

Pedro Serrano e eu escrevemos um texto  denunciando que o juiz Sergio Moro, ao fazer a transição de governo junto com Bolsonaro, aceitar o cargo e montar seu gabinete, infringiu a Constituição, a Loman e o Código de Ética dos juízes. Dias depois, o CNJ abriu procedimento contra Moro, face à representação (ou mais de uma) que lá ingressou. Ou seja, nossa denuncia tinha fumus boni juris.

Para lembrar: em entrevista, Moro já havia dito por que optara por não se exonerar antes de assumir o Ministério da Justiça (razões de salário, segurança e proteção da família). Porém, face ao procedimento aberto pelo CNJ, Moro teve que mudar os planos. No dia 15, Moro pediu exoneração, contada a partir de 19 de novembro. Três deputados ingressaram com pedido de cautelar (aqui), para impedi-lo de se exonerar antes de resolver esta e outras pendências administrativas que contra ele tramitam.

A cautelar procede. Se Moro pode se exonerar depois do cometimento da própria infração que causou o último procedimento, abrirá um perigoso precedente, além de tornar inócua a proibição de os juízes exercerem atividade política. Qual é o busílis? Simples: Um funcionário público comete uma infração (grave) e, como a lei somente impede a aposentadoria ou exoneração se estiver respondendo a processo (PAD), bastará que, aberto o procedimento que poderá levar à posterior abertura do PAD, peça exoneração (ou aposentadoria) para que tudo se extinga. É a lei levando o drible da vaca. Nítido desvio de finalidade da lei.

Claro que não pode ser assim. Uma república na qual todos devem ser tratados igualmente não pode admitir esse discrimen. Um membro do MP ou do Judiciário que entre em férias durante o período eleitoral não pode fazer o que quiser. Nem no período eleitoral e nem nunca. Em férias, o máximo que pode fazer é descansar e viajar. O certo é que não pode fazer atividade política. É o que aconteceu. Observe-se que Moro aceitou o convite para ser ministro mesmo sem estar em férias. Quando viajou ao Rio ainda não estava de férias. Aceitou o convite e depois entrou em férias. Começou a montar o ministério. É juiz e, ao mesmo tempo, presta serviço ao Executivo, violando a separação de Poderes e a CF.

Registre-se: as férias, para o deslinde da controvérsia, são absolutamente irrelevantes. Tanto é verdade que nem Moro acreditou na “tese das férias”, pois dela desistiu ao pedir exoneração no dia 15 último. Se estar de férias legitimava o ato de fazer política, por qual razão então se exonerou antes do tempo? A resposta é óbvia, pois.

Sigo. O certo é que, aberto um procedimento para apurar esse imbróglio – há outros, como sabemos –, Moro pediu exoneração. Não teria o pedido o objetivo de tornar prejudicado um eventual PAD (que, por consequência, impediria a exoneração)? Por isso, não há outro caminho a não ser o CNJ conceder a cautelar para sustar a exoneração. Há evidente periculum in mora, porque, exonerado, não há como o Estado buscar apurar uma infração cometida por um servidor. Não há solução diferente ou intermediária.

De observar que os fatos são ainda mais graves se levarmos em conta que o convite para ser ministro da Justiça foi gestado quando o magistrado ainda exercia sua função, conforme declarado pelo general Hamilton Mourão (e não desmentido). Também reuniu-se, durante a campanha eleitoral, com o anunciado futuro ministro da pasta a ser denominada Ministério da Economia, Paulo Guedes. Esse encontro foi confirmado pelo próprio juiz, tudo conforme demonstrado no pedido de cautelar feito pelos deputados.

Se for negada a cautelar, estará aberto um grave precedente: todo funcionário, sob ameaça de um PAD, pede exoneração e zera tudo. E o Estado nada poderá apurar. Estará criada nova forma de exclusão de responsabilidade de funcionário público: o pedido de exoneração antes do PAD. Lembro ainda das repercussões do precedente no caso de Marcelo Miller. Também estava de licença prêmio ou férias, estão lembrados?

Simples assim. "It is the law", como disse o médico para o staff do presidente norte-americano na série House of Cards. Explico: necessitando de um transplante de fígado, seu médico particular queria furar a fila dos transplantes. A resposta foi negativa. O diretor do hospital agiu por princípio e não por política. Pela lei, a fila de transplantes não pode ser quebrada. Nem se pelo presidente da República. Bingo. Qual é princípio – que sustenta a regra – que seria violado? Simples: uma vida é igual a uma vida. E a do presidente não vale mais. Tudo para dizer que aqui, no caso, Moro não está acima da lei. Juiz não pode exercer atividade política. Nem por um dia. Nem por vários dias. Aliás, ele mesmo sempre disse que ninguém está acima da lei. Pois é. Nem ele.

Vamos ver como o CNJ sai dessa sinuca de bico. Numa palavra final, não se diga que há má vontade na discussão dos assuntos que envolvem Sérgio Moro. Usa-se simplesmente Moro contra Moro. Sua rigidez no uso da lei deve também valer para si.

Daí a questão da licença vernacular e semântica que, com todo o respeito, permiti-me fazer no título deste articulum, usando a expressão latina que trata do perigo da demora em Direito. Trata-se de uma licença poético-republicana.
 *Lenio Luiz Streck é jurista, professor de Direito Constitucional e pós-doutor em Direito. Sócio do escritório Streck e Trindade Advogados Associados.

Fonte: Conjur

Osmar Filho exalta trabalho dos conselheiros tutelares de São Luís

Em sua conta no instaram, o edil pontuou a importância da função desses profissionais

Vereador Osmar Filho participou de ato em comemoração ao Dia do Conselheiro Tutelar
O dia 18 de novembro é celebrado em todo Brasil em prol dos Conselheiros Tutelares. A função foi criada em Julho de 1990, juntamente com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). O compromisso desse profissional é lutar pelos direitos da juventude da sua comunidade.
Com o objetivo de homenagear esses profissionais, o futuro presidente da Câmara Municipal de São Luís, o vereador Osmar Filho (PDT), postou em sua rede social o apreço e reconhecimento pelos conselheiros da cidade.
“Registro minha admiração e reconhecimento a todos”, enfatizou ele.
Vereador que apoia a causa
O parlamentar possui trabalhos paralelos em conjunto com os conselheiros e apoia a defesa e preservação das crianças e dos adolescentes.
Último movimento que teve a participação do vereador, foi a I Caminhada em defesa desse público realizado no bairro do Cohatrac/Cohab no mês de maio deste ano, através do conselho da comunidade.
Para Osmar, é necessário o parlamento planejar projetos e sanar dificuldades desse setor em busca da garantia de direitos de cidadania dos infanto-juvenil.
“Exaltar a relevância que esses profissionais realizam no dia a dia é fundamental, pois é através deles que conhecemos a realidade social da comunidade, e trabalhamos pela plena garantia dos direitos da nossa futura geração. Um trabalho louvável e admirável. O parlamento estará de portas abertas para pensar essa pauta dentro do plenário, na constante busca de políticas públicas para esse setor social,” destacou ele.

Feira do Livro de São Luís traz programação especial no Dia Nacional da Consciência Negra

O evento promovido pela Prefeitura no Multicenter Sebrae tem como uma das novidades a Feira SLZ Preta com discussões de temas de valorização da cultura negra; estandes de exposição e comercialização de produtos afro, além de palestras, mesas redondas e lançamento

Feira SLZ Preta é um dos destaques da 12ª edição da Feira do Livro de São LuísNesta terça-feira (20) é celebrado em todo país o Dia Nacional da Consciência Negra, em referência à morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. No Maranhão, será feriado em todo Estado pela primeira vez. A 12ª Feira do Livro de São Luís, maior evento literário maranhense, promovido pela  Prefeitura de São Luís, implementou em sua programação uma série de atividades para colocar a cultura negra em foco e abriu espaço para a I Feira SLZ Preta, que além dos estandes de exposição e comercialização de produtos afro, traz discussões pertinentes e de valorização desta cultura. A FeliS, organizada pela gestão do prefeito Edivaldo, ocorre no Multicenter Sebrae até o dia 25 de novembro, com programação gratuita das 10h às 22h. 
A Feira SLZ Preta do Estado do Maranhão (FSP) surge da necessidade de apresentar para a sociedade ludovicense a cadeia produtiva de diversificados produtos afro-brasileiros confeccionados por artesãos, pintores, escritores, trancistas, cabeleireiros afros, artistas, designers de moda étnica, entre outros produtores. O evento está acontecendo dentro da 12ª Feira do Livro de São Luis e é uma vitrine para investidores, empresários e consumidores maranhenses, além de ser um espaço para a promoção da economia solidária e criativa, contando com produtos de alta qualidade. É também um espaço para shows, atividades educacionais, intervenções artísticas, elaboração de oficinas e muito mais.
"A Prefeitura coloca no centro essa discussão tão rica e tão importante dentro da 12ª FeliS. Mais de 80% da população do Maranhão é negra e nada mais justo do que enfatizarmos esta nossa cultura, nossas raízes, nosso povo. Somos conhecidos mundialmente pela nossa cultura popular, que nasce na cultura negra e é feita por nós, que somos negros", ressaltou o secretário municipal de Cultura, Marlon Botão.
Outro ponto bastante relevante da FSP, serão as palestras e mesas redondas promovidas por escritores locais e de renome nacional. Esta 1º edição conta com a participação do escritor Luciano Góes, vencedor do Prêmio Jabuti de obra jurídica 2017; dra. Vanda Machado; pós doutora Rosane Borges; professora Aurea Borges, presidenta do Conselho das Populações Afrodescendentes (Comafro); Gabriel Furtado, subdefensor geral da Defensoria Pública do Estado do Maranhão; Isabella Miranda, diretora da Escola Superior da Defensoria Pública; Eduardo Ribeiro, pesquisador e militante negro de Salvador (BA); Bruna Candido, advogada e membro a Associação de Advocacia Negra do Brasil (São Paulo).
Bruna Candido é advogada e membro a Associação de Advocacia Negra do Brasil e participa da Feira SLZ Preta
Nesta perspectiva, a Feira SLZ Preta  se consolida como um evento de negócios, cultural e pedagógico. O público tem a oportunidade de consumir produtos, absorver conhecimento e conhecer mais sobre o empreendedorismo étnico-racial. O conjunto de instituições que está organizando este evento é Centro de Tambores de Mina Ilê Ashé Ogum Sogbô, Secretaria Municipal de Cultura (Secult), Fundação Cultural Palmares, Sebrae, Conselho das Populações Afrodescendentes, Cooperativa das Mulheres Trabalhadoras da Bacia do Bacanga, Bloco Afro Abyeyê Maylô e Instituto Ylúguerê de Educação, Política e Cultura Afro-Brasileira e muitos outros parceiros.
"Historicamente os pretos se aquilombam nos tempos mais difíceis, para serem resistência, unir forças e superar uma série de dificuldades. Estamos na Década da Afrodescendência, o que representa muito para os negros. O Brasil tem por obrigação se reconhecer como um país racista. Paralelo a isso, temos duas grandes vitórias, uma lei sancionada que determina o feriado no Maranhão e no mesmo ano ser inseridos em uma Feira do Livro de grande repercussão e que garante nossa visibilidade e levanta discussões da cultura afro, como a produção literária que ainda é escassa", contou Ana Rosa Silva, Coordenadora Geral da Feira SLZ Preta.
PROGRAMAÇÃO ESPECIAL
Uma vasta programação em alusão ao Dia Nacional da Consciência Negra acontecerá na 12ª FeliS nesta terça-feira (20). Na Casa do Escritor acontece das 10h às 12h, a Feira SLZ Preta com a palestra 'A oralidade como um instrumento de letramento na comunidade quilombola', com os palestrantes Kelly Araújo, graduada em Licenciatura em Ciências Humanas – Geografia pela UFMA (campus Grajaú), educadora popular e quilombola da comunidade Santo Antônio dos Pretos, em Grajaú.
No Café Literário, às 17h30 acontece o bate-papo 'Dia 20 consciência negra e igualdade racial', com a escritora convidada Lourdes Siqueira e os debatedores Francilene Cardoso (professora, bibliotecária, doutora em Serviço Social, Coordenadora do grupo de estudos sobre feminismo negro Marielle Franco) e Aurea Borges (professora, pedagoga e presidente do Conselho Municipal das Populações Afrodescendentes do MA).
No Espaço Juventude às 10h tem a esquete teatral "Conhecer o texto histórico em que o Maranhão foi criado e as influências das demais culturas", com a participação da escola Barjonas Lobão. Às 19h acontece a roda de conversa sobre ativismo negro com lançamento de livro e pocket show, com o convidado nacional Gaspar Z'Àfrica Brasil (SP), e mediação de Preto Nando.
Já no Espaço Mulher, às 15h, tem a roda de conversa 'A Jovem Negra no Espaço de Poder', com mediação de Cláudia Gouveia - Secretaria de Estado da Mulher (Semu). Às 19h tem o lançamento do livro '130 anos de (des)ilusão: A farsa abolicionista em perspectiva desde olhares marginalizados", de Luciano Góes (Vencedor do Prémio Jabuti, Mestre em Direito).

Atenção ao prematuro é reforçada com atividade educativa no HU-UFMA

Materno Infantil realiza ação para esclarecer e informar sobre questão da prematuridade
Instituído para simbolizar a luta visando a redução do número de bebês nascidos prematuros, o dia 17 de novembro é considerado o Dia Mundial do Prematuro. Em alusão a data, o Hospital Universitário da UFMA (HU-UFMA), vinculado a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), promove amanhã, 20, um dia repleto de informações, depoimentos, rodas de conversa e homenagens para evidenciar o papel importante da equipe multiprofissional e das famílias que vivenciaram a internação do filho na UTI neonatal do HU-UFMA. O evento acontece no auditório do 4º andar da Unidade Materno Infantil, a partir das 8h.  
A enfermeira plantonista da UTI Neo e coordenadora da QualiNeo no HU-UFMA, Luciana Carvalho, destaca o objetivo de evidenciar a temática da prematuridade para toda a população “Queremos chamar a atenção para a questão da prematuridade, para que as pessoas tenham uma atenção especial com relação aos cuidados que podem ser feitos para evitar esses nascimentos antes do período correto. É necessário que as pessoas entendam que é possível sim, evitar que a criança nasça prematura, na maioria das vezes”.
Segundo a enfermeira, a principal causa da prematuridade é o pré-natal realizado de maneira inadequada. “Muitas vezes, a mãe adquire infecções do trato urinário, hipertensão arterial ou outras comorbidades durante a gestação, mas não são tratadas, pois ela não foi acompanhada adequadamente”, explica.
De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, aproximadamente 10% dos bebês nascem antes do tempo. Mas o avanço da medicina tem possibilitado que a grande maioria consiga se desenvolver e crescer com saúde. O bebê que nasce com menos de 37 semanas de gestação é considerado prematuro ou pré-termo.
Entre eles, está o pequeno Benjamim, internado há um mês na UTI Neo. Seus pais, Franklin e Vanessa Cunha, acompanham de perto sua evolução e não veem a hora dele poder ir para casa. “Confiamos muito na equipe, mas não o ter em casa conosco é muito doloroso. Estamos sempre aqui com ele, mas não é a mesma coisa. A torcida é para que logo possamos realizar esse sonho de tê-lo em nossos braços de forma integral”, diz a mãe.     
“Não existe um bebê sozinho. Todo bebê tem seu contexto familiar. Ele precisa desse carinho e da presença da família, até para poder aumentar o vínculo da família e do bebê e isso possibilitar mais condições para que ele possa ir para casa mais rápido. A evolução do paciente depende da resposta de cada um ao tratamento. O que a gente faz é dar condições para que essa criança consiga melhorar, ganhar peso e ter condições de ir para casa. É um trabalho em conjunto, com muito atores envolvidos”, reforça a enfermeira.    
A atenção ao neonato prematuro nas unidades de terapia intensiva neonatais (UTIN) tem sido aperfeiçoada continuamente. A consequência é o aumento na sobrevida de recém-nascidos (RN) cada vez mais prematuros. No HU-UFMA, esse cuidado é realizado pela equipe multiprofissional da Unidade de Cuidados Perinatais, que também é o Centro Coordenador da Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Risco-Método Canguru, há mais de 20 anos.
Sobre a Ebserh
Desde janeiro de 2013, o HU-UFMA é filiado à Ebserh, estatal vinculada ao Ministério da Educação que administra atualmente 40 hospitais universitários federais. O objetivo é, em parceria com as universidades, aperfeiçoar os serviços de atendimento à população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), e promover o ensino e a pesquisa nas unidades filiadas. 
O órgão, criado em dezembro de 2011, também é responsável pela gestão do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), que contempla ações nas 50 unidades existentes no país, incluindo as não filiadas à Ebserh.

Semana da Black Friday Maracap e Corrida Solidária do HC Aldenora Bello






Mantenedora do Hospital do Câncer Aldenora Bello e responsável
pela emissão do Certificado de Contribuição Maracap, a Fundação
Antonio Dino realizará no próximo domingo, 25, último desse mês de
Novembro Azul, a Black Friday Maracap com a inédita tripla chance. São
três chances de ganhar por R$ 5 reais. É menos de R$ 2 por chance!

 A Black Friday Maracap terá dez rodadas da sorte de mil reais. No
1º Prêmio: R$ 5 mil; 2º Prêmio: R$ 6 mil; 3º Prêmio uma Honda Bros. No
quarto prêmio, a Black Friday Maracap sorteará dois carrões, um Gol e
um Prisma e mais R$ 10 mil, com tripla chance inédita! Ajude o
Hospital do Câncer Aldenora Belo na Black Friday Maracap.

Domingão Azul de Novembro
Continuam abertas no site
www.centraldacorrida.com.br as
inscrições para a Corrida Solidária em prol do Hospital do Câncer
Aldenora Bello (HCAB). A renda das inscrições será revertida à
Fundação Antonio Dino. A corrida acontecerá domingo, 25, na Av.
Litorânea.

Também domingo, 25, haverá a Black Friday Maracap com a inédita
tripla chance. São três chances de ganhar por R$ 5 reais. É menos de
R$ 2 por chance! Serão dez rodadas da sorte de mil reais. No 1º
Prêmio: R$ 5 mil; 2º Prêmio: R$ 6 mil; 3º Prêmio uma Honda Bros. ***
No quarto prêmio, a Black Friday Maracap sorteará dois carrões, um Gol
e um Prisma e mais R$ 10 mil, com tripla chance inédita! Ajude o
Hospital do Câncer Aldenora Belo na Black Friday Maracap

domingo, 18 de novembro de 2018

Flávio Dino: Escola, Liberdade e República


Propostas como “Escola Sem Partido” são visceralmente anti-republicanas, na medida em que tolhem a ideia de “governos moderados”. Com efeito, se não há possibilidade de opinião, inexiste pensamento crítico e prevalece a vontade unilateral das instâncias de mando.
Comemoramos neste 15 de novembro que passou quase 130 anos de nossa República. Regime que se propagou pelo mundo baseado nas ideias do Iluminismo. No antigo regime, valia a vontade de uma só pessoa, e não havia alternância no poder, na medida em que a sucessão era definida em âmbito familiar. Na República, o poder não se cristaliza na mão da mesma família e até a maioria deve respeitar e conviver com os desejos de outros grupos, num ambiente de pluralidade de ideias.

Aqui no Maranhão, vivemos um nascimento tardio desta República, pois o coronelismo de traços coloniais muito se alongou, adentrando no século 21. Infelizmente, contudo, superamos um desafio e já estamos às voltas com outras ameaças, notadamente esse assustador ressurgimento do fascismo, em vários quadrantes do mundo.

Essa ameaça é muito bem identificada pela ex-chanceler norte-americana Madeleine Albright no recém lançado livro "Fascismo, um alerta". Albright aponta a proliferação no mundo de um novo tipo de líder que "diz falar por uma nação ou grupo, não se preocupa com os direitos dos outros e está sempre disposto a usar de violência ou qualquer outros meios necessários para atingir seus objetivos".

A prevalecer esse tipo de liderança, teremos sistemas políticos apenas formalmente republicanos, mas na prática esvaziados de sentido material. Vemos isso por meio de ameaças à liberdade de opinião, por exemplo com discursos de ódio e medo contra jornalistas ou professores.

Propostas como “Escola Sem Partido” são visceralmente anti-republicanas, na medida em que tolhem a ideia de “governos moderados”. Com efeito, se não há possibilidade de opinião, inexiste pensamento crítico e prevalece a vontade unilateral das instâncias de mando.

Consentâneo com o primado republicano, o artigo 206 da Constituição Federal determina a "liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;" além de garantir o "pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas" no país. Foi com essa base teórica e normativa que, na semana dedicada à República no Brasil, editei Decreto orientando a rede estadual de ensino a respeitar a livre manifestação de pensamento e opinião, essencial para que a sociedade não seja atropelada por propósitos despóticos.

Como muitas vezes costuma acontecer, uma bandeira se levanta justamente para se encobrir uma batalha por seu revés. Pois o que pregam os arautos da Escola Sem Partido que não determinar politicamente o que devem falar alunos e professores?

Começam tempos em que é preciso estar atentos a riscos colocados à República. Que tenhamos força e coragem, como recomendam as Sagradas Escrituras (Josué, 1).                                                                              

Flávio Dino é governador do Maranhão.

Prefeitura realiza atividades da Semana de Combate ao Feminicídio na Feirinha São Luís

Ação visa combater a prática e alertar a sociedade em evento que integra a política de assistência à mulher da gestão do prefeito Edivaldo; como atração cultural do domingo na Feirinha, destaque para o sambista Meio Dia, da escola de samba Imperatriz Leopoldinense

Participantes do Concurso de Talentos da Semana de Combate ao Feminicídio se apresentam na Feirinha São LuísAs atividades da II Semana Maranhense de Combate ao Feminicídio, tiveram continuidade neste  domingo (18), durante a 74ª edição do programa Feirinha São Luís, com premiação dos alunos vencedores do concurso de talentos com o tema 'Feminicídio e música' com animação da Banda Filtro de Barro, além de ação educativa. As ações realizadas pela Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Governo (Semgov), via Coordenadoria Municipal da Mulher, integram a política de assistência à mulher da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. A ação tem como parceiros o Governo do Estado e instituições de apoio à mulher e da sociedade civil. Objetivo é promover a reflexão sobre o feminicídio visando à prevenção desse crime. 
"Embora tenhamos desenvolvido políticas estruturantes de enfrentamento às violências de gênero e garantia de direitos, devido à complexidade do fenômeno, é necessário cada vez mais pensar em estratégias diversas para alcançar a sociedade. Nessa perspectiva, o trabalho com as escolas e ambientes de grande público como a Feirinha é fundamental para a prevenção e formação de uma sociedade menos violenta", frisou Vânia Albuquerque, coordenadora municipal da Mulher.
A ação tem o envolvimento do Departamento de Feminicídio, da Secretaria de Segurança Pública, Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAM), Casa da Mulher Brasileira, Delegacias de Atendimento e Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Codevim) e secretarias municipais de Saúde e de Educação, entre outros.
"Precisamos sempre marcar esses momentos para visibilizar para a população maranhense como é importante a responsabilidade pela transformação da cultura que ensina injustamente que homens e mulheres devem ter acessos diferentes, que reforça desigualdades, que estimula a falta de respeito nos relacionamentos, é importante que isso seja compartilhado pela população sabendo que é responsabilidade de todos e todas", afirmou a delegada coordenadora das Delegacias da Mulher, Kazumi Tanaka.
As ações da semana iniciariam no dia Municipal de Combate e Visibilização do Feminicídio em São Luís, promovido dia 13 de novembro, data em que também é comemorado o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. Haverá ainda ações no Espaço Mulher, montado na 12ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), no Multicenter Sebrae, que até dia 25 de novembro promove palestras, exposição de vídeos, roda de conversas e debates sobre o problema.
PROGRAMAÇÃO CULTURAL
Além do viés social que é somado aos demais setores da Feirinha São Luís, como agricultura, artesanato, artes plásticas, gastronomia, neste domingo o destaque da programação cultural ficou por conta da animação do intérprete Meio Dia, da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, diretamente do Rio de Janeiro para animar ainda mais o evento dominical da família e turistas de São Luís.
"Esse caldeirão cultural que é nossa São Luís, abraça todos os gêneros musicais, hoje foi a vez do samba de raiz do Meio Dia fechar a programação e agitar o público que compareceu em massa na Feirinha São Luís, mostraram o gingado do samba no pé do ludovicense", destacou o secretário de Articulação Parlamentar, Ivaldo Rodrigues.
Ainda na programação cultural animaram o público o grupo Forró.com (pé de serra), Jane Ferrari, e Capoeira Angola Acapus.
GASTRONOMIA
A chef de cozinha Jeisa Moraes, veio nessa edição comandando a Barraca do Chef, realizando o botequim do samba, com um cardápio recheado de delícias como feijoada, risoto de camarão, arroz de carneiro, casquinha de caranguejo, salgadinhos, e escondidinho de carne, de sobremesa mousse regional e brigadeiro, um banquete de dar água na boca, pra ninguém botar defeito.
A bibliotecária Alessandra Aguiar fica surpresa sempre que volta à Feirinha. "Cada domingo que volto tem uma novidade, seja no artesanato, na parte agrícola ou na culinária, fora as atrações culturais, que são um espetáculo a parte. Dessa vez que trouxe uma amiga do interior do Maranhão para conhecer esse evento e mostrar mais um pouco da nossa cultura, passeando pelo centro histórico", disse Alessandra.
A FEIRINHA
A Feirinha São Luís, desde sua implantação ano passado, já recebeu cerca de 315 mil pessoas que geraram um capital circulante de quase R$ 16 milhões, além de gerar renda nos mais de 120 pontos de comercialização no entorno da praça. No palco montado em frente à Associação Comercial já foram realizadas mais de 400 apresentações culturais. A Feirinha São Luís acontece todos os domingos das 7h30 às 15h.

Curtas premiados no Cine Guarnicê

 

O Cine Guarnicê (www.cultura.ufma.br) exibirá nessa quinta-feira, 22, uma mostra com três curtas premiados no Festival Guarnicê de Cinema. A sessão terá entrada gratuita e acontecerá às 12h30, no Auditório Central da Cidade Universitária Dom José Delgado, em São Luís/MA. Serão exibidos os filmes ‘Marina’, ‘Walter do 402’ e ‘Torre’. 
Realizado pela Universidade Federal do Maranhão (Ufma), o projeto é produzido pelo Departamento de Assuntos Culturais (Dac) da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Empreendedorismo. Conta com apoio da Fundação Sousândrade, Universidade FM, TV Ufma e Ascom Ufma. O Cine Guarnicê realiza uma sessão de filmes por mês.

Black Friday Maracap
Mantenedora do Hospital do Câncer Aldenora Bello e responsável pela emissão do Certificado de Contribuição Maracap, a Fundação Antonio Dino realizará no próximo domingo, 25, último desse mês de Novembro Azul, a Black Friday Maracap com a inédita tripla chance. São três chances de ganhar por R$ 5 reais. É menos de R$ 2 por chance!
A Black Friday Maracap terá dez rodadas da sorte de mil reais. No 1º Prêmio: R$ 5 mil; 2º Prêmio: R$ 6 mil; 3º Prêmio uma Honda Bros. No quarto prêmio, a Black Friday Maracap sorteará dois carrões, um Gol e um Prisma e mais R$ 10 mil, com tripla chance inédita! Ajude o Hospital do Câncer Aldenora Belo na Black Friday Maracap. 

Saúde do Homem
A Campanha Novembro Azul, realizada pela Fundação Antonio Dino (Hospital do Câncer Aldenora Bello), em parceria com o Certificado de Contribuição Maracap, realizará o Mutirão de Prevenção do Câncer de Próstata nessa quinta-feira, 22, a partir das 8h, no Hospital. 
Com apoio do Certificado de Contribuição Maracap, que é emitido pela própria Fundação, o Mutirão disponibilizará atendimento gratuito aos homens. As senhas são limitadas. No próximo domingo, 25, último do mês, realizarão ainda a Black Friday Maracap.

Domingão Azul de Novembro  *** Continuam abertas no site www.centraldacorrida.com.br as inscrições para a Corrida Solidária em prol do Hospital do Câncer Aldenora Bello (HCAB). A renda das inscrições será revertida à Fundação Antonio Dino. A corrida acontecerá domingo, 25, na Av. Litorânea.
Também domingo, 25, haverá a Black Friday Maracap com a inédita tripla chance. São três chances de ganhar por R$ 5 reais. É menos de R$ 2 por chance! Serão dez rodadas da sorte de mil reais. No 1º Prêmio: R$ 5 mil; 2º Prêmio: R$ 6 mil; 3º Prêmio uma Honda Bros. *** No quarto prêmio, a Black Friday Maracap sorteará dois carrões, um Gol e um Prisma e mais R$ 10 mil,  com tripla chance inédita! Ajude o Hospital do Câncer Aldenora Belo na Black Friday Maracap.

Carlos Brissac encerra ciclo de entrevistas com candidatos à OAB/MA

Carlos Brissac encerra ciclo de entrevistas com candidatos à OAB/MA
O advogado Carlos Brissac fechou o ciclo de entrevistas com os candidatos à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Maranhão (OAB-MA), promovida pela TV Assembleia (canal aberto 51.2/17 TVN).
O candidato da Chapa 2 – “OAB de Verdade” foi sabatinado, nesta sexta-feira (16), pela jornalista Natália Macedo e pelo procurador-geral da Assembleia Legislativa, o advogado Tarcísio Araújo, no “Sala de Entrevista”, quadro do telejornal Portal da Assembleia.
“Fico muito feliz com o convite da TV Assembleia. É uma honra estar aqui falando para todos os colegas advogados e espero que esse sentimento de democracia passe por todos que estejam tentando nos representar ou aqueles que serão representados”, declarou Carlos Brissac.
PROPOSTAS PARA A ADVOCACIA
Na sabatina, o advogado comentou sobre o perfil jovem da sua candidatura e destacou que o principal objetivo da chapa foi tomar posições para que a OAB tenha bastante representação. O candidato também se disse um defensor ferrenho da jovem advocacia, aliada à experiência, e da representativa da Ordem.
Carlos Brissac também falou sobre a interiorização da OAB e dos seus planos para que os advogados não só da capital, mas, sobretudo, do interior do estado, tenham voz. Ele destacou que entre suas bandeiras estão a criação do conselheiro itinerante e a profissionalização da Procuradoria de Prerrogativas.
 “Viajei muito o Maranhão e percebi que o advogado se sente desamparado, sem respaldo da Ordem, principalmente quando tem que enfrentar uma batalha inglória com o Poder Judiciário. Buscamos dentro dessa interiorização representantes que cuidem de cada subseção do Maranhão. Precisamos dar esse amparo e democratizar os serviços da OAB. Os advogados do interior do maranhão, que são mais de 30%, precisam ser ouvidos”, completou.
Sobre a relação da Ordem com as demandas sociedade em geral, ele pontuou que a entidade atua como um escudo da democracia e da sociedade e, por isso, precisa ter protagonismo. Ele também elencou propostas para a inserção dos jovens advogados no mercado de trabalho, como a instalação do Núcleo de Prática Jurídica da OAB, além da qualificação daqueles que já atuam há algum tempo com cursos de capacitação.
Por fim, Carlos Brissac pediu que os advogados tenham atenção às propostas que foram montadas, pois foram frutos de demandas ouvidas nos mais de 50 municípios pelos quais passou. “Olhem com carinho cada proposta nova, que é factível, que tem um motivo para estar lá e que nós vamos fazer. Vejam o cuidado que tivemos para fazer com que cada advogado se sentisse pertencente a ela”, finalizou.
A entrevista completa está disponível no canal da TV Assembleia no Youtube e na página da TV Alema no Facebook (www.facebook.com/rtvalema).

Em entrevista ao "Som do Povo", atrizes falam do espetáculo “Palavra de Mulher”

Em entrevista ao "Som do Povo", atrizes falam do espetáculo “Palavra de Mulher”
O programa “Som do Povo”, da Rádio Assembleia Online, apresentado por Emanuel de Jesus, recebeu, na tarde desta sexta-feira (16), as atrizes e cantoras Lucinha Lins e Tania Alves, que estão em São Luís para a turnê do espetáculo “Palavra de Mulher”, um misto de show e teatro em cartaz no Teatro Arthur Azevedo.
O espetáculo conta também com a atriz e cantora Virginia Rosa, que não pôde comparecer à entrevista.  Na apresentação, elas interpretam músicas de Chico Buarque em trio, duo e solo.
Durante a entrevista, Lucinha Lins falou sobre o espetáculo dirigido por Fernando Cardoso, que homenageia personagens femininas da obra de Chico Buarque. “O diretor teve a ideia de juntar as nossas vozes e personalidades distintas para a interpretação de canções que falam de amor. O resultado ficou incrível e é por isso que estamos na estrada há 10 anos”, disse.
Em seguida, Tania Alves fez um comentário sobre a receptividade do público no espetáculo, já assistido por mais de 200 mil pessoas em todo o Brasil. “A recepção é incrível e a emoção das pessoas é visível. Temos recebido pessoas de todas as idades, entre crianças, jovens e adultos”.
As atrizes ainda fizeram uma retrospectiva de seus trabalhos no teatro e na televisão, enfatizando que vivem um momento de realizações. “A novela acontece em nossas vidas, mas o teatro é algo que não pode faltar”.
Ao término do bate-papo, Tania e Lucinhha interagiram com os internautas, respondendo a perguntas e comentários, ao vivo, na página do Facebook.

Secretário Rommeo Amin e o vereador Cézar Bombeiro inspecionaram obras da quadra do Japão na Liberdade

O secretário Rommeo Amin, de Desporto e Lazer do Município e o vereador Cézar Bombeiro  estiveram inspecionando as obras de construção da quadra poliesportiva do Japão, comunidade do bairro da Liberdade. A quadra é uma antiga aspiração da comunidade e o vereador Cézar Bombeiro, quando líder comunitário e outros abnegados já lutavam pela construção.
A construção da quadra foi iniciada e há mais de dois anos foi abandonada, muito embora houvesse recursos federais para a conclusão das obras. O vereador Cézar Bombeiro e várias lideranças do bairro da Liberdade já fizeram gestões junto ao executivo municipal e agora, depois de entendimentos do vereador com o secretário Rommeo Amin e para a alegria de todo o bairro, as obras estão bem adiantadas e tudo leva  a que dentro de pouco tempo a quadra seja completamente concluída. Durante a inspeção, moradores e lideranças manifestaram o reconhecimento ao secretário e ao vereador, destacando que o bairro da Liberdade precisa de uma maior presença do poder público, principalmente na recuperação e asfaltamento de ruas e de um modo especial o grave problema de esgotamento sanitário com as valas e galerias, que têm se constituído em luta do vereador Cézar Bombeiro.

Prefeitura inicia maior evento literário do Maranhão com 12ª edição da Feira do Livro de São Luís

Evento, que pelo sexto ano é realizado pela gestão do prefeito Edivaldo, terá 10 dias de programação no Multicenter Sebrae, das 10h às 22h; escritores nacionais e locais participam das atividades que são gratuitas             

Autoridades durante cerimônia de abertura da 12ª Feira do Livro de São LuísTendo como tema "A brasilidade na cultura contemporânea", a 12ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), maior evento literário do Maranhão, foi aberta na noite desta sexta-feira (16), no Multicenter Sebrae (Cohafuma). Na ocasião, o ator maranhense Domingos Tourinho apresentou a performance sobre o texto "A Arte do Belo", de Graça Aranha, escritor patrono do evento que também homenageia dois matemáticos: os maranhenses Joaquim Gomes de Sousa e João Antônio Coqueiro. A iniciativa de incentivo à leitura e fomento à literatura, realizada pela gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, se estende até o dia 25 de novembro com mais de 500 atividades, das 10h às 22h. Esta é a sexta edição da Feira realizada na gestão do prefeito Edivaldo.
Na cerimônia de abertura da 12ª Feira do Livro de São Luís, o secretário municipal de Cultura, Marlon Botão, destacou que no momento de mais gave crise política e econômica do país, o prefeito Edivaldo demonstra que tem compromisso com a cultura. "A Feira é uma referência para nós. Metade das 12 edições foi realizada na gestão do prefeito Edivaldo. Isso foi possível graças à construção de parcerias. Consolidamos o evento que é forte na cidade e promove não apenas o livro, mas todas as outras cadeias que a literatura envolve", disse o secretário Marlon Botão, que representou o prefeito Edivaldo na solenidade de abertura.
Promovida pela Prefeitura de São Luís por meio das secretarias de Cultura (Secult) e Educação  (Semed) a Feira é correalizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae-MA) e Serviço Social do Comércio (Sesc-MA), com patrocínio da Vale e Companhia Maranhense de Gás (Gasmar), apoio do Governo do Estado, Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Associação dos Livreiros do Maranhão e empresa Potiguar, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e parceria com a TV Difusora.
O superintendente do Sebrae-MA, Edilson Baldez, disse enxergar na FeliS um espaço ideal para a disseminação do conhecimento e estímulo às potencialidades intelectuais das pessoas, principalmente na área do empreendedorismo. Durante os 10 dias do evento, o Sebrae desenvolve uma programação com ações voltadas para o projeto de economia criativa e programa de educação empreendedora de escopo nacional.
"O conceito de sustentabilidade e pluralidade permeia a concepção desta edição da Feira e o Sesc por ser uma instituição de promoção de ações socioeducativas e culturais tem a felicidade de participar desse evento tão importante para a cultura local", ressaltou a representante do Sesc, Rutineia Amaral, em seu discurso de abertura. "É uma emoção participar dessa Feira que somos parceiros desde a primeira edição", disse Gisele Pinto, da Vale, empresa que patrocina o evento.
ESPAÇOS
Compõem a Feira do Livro de São Luís mais de 70 estandes de comercialização de livros, e mais de 20 ambientes, dentre os quais o Palco FeliS, Casa do Escritor, Café Literário, Planetário, Cine FeliS, Espaço Mulher, Espaço Criança Sesc, Espaço da Juventude, Espaço Criança Semed, Carro Biblioteca, Auditório Punga dos Saberes, Auditório Graça Aranhão e Auditório Casa do Professor. 
A exemplos de anos anteriores, este ano a Prefeitura também traz nomes do cenário nacional literário como Fabrício Carpinejar, Gaspar Záfrica, Fernando Granato, Andé Neves e Elza Diniz estarão na programação da feira, disponível do endereço www.feiradolivrodesaoluis.com.br.
Nesta edição pelo menos três eventos da programação ampliam a importância da Feira do Livro de São Luís: a 1ª edição da Feira SLZ Preta, de estímulo à cadeia produtiva de artigos afro-brasileiros; o primeiro encontro da União Brasileira de Escritores; e o Seminário de Biblioteconomia.
A solenidade de abertura foi prestigiada pelos secretários Nonato Chocolata (Semapa), Andréia Lauande (Semcas) e Jackson Castro (CGM); e ainda o presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar; e o presidente da Academia Ludovicense de Letras, Antônio Noberto.
SAIBA MAIS
O maior evento literário do Maranhão, a Feira do Livro foi criada pela Lei Municípal nº 4.449, de 2005, com objetivo de fomentar a tradição literária da capital maranhense. Além de estimular a leitura a Feira contribui para a incentivar novas cadeias produtivas e criativas tendo a literatura como matéria-prima primordial.

O drama histórico e humanitário de uma caravana

                                                                            

O drama da caravana com milhares de migrantes da Guatemala, Honduras e El Salvador com destino aos Estados Unidos retrata a catástrofe social e econômica do modelo econômico e social que vem sendo reinserido na América Latina. Fala-se em sete mil pessoas, mas há jornais que calculam o dobro disto.
Nos Estados Unidos, a resposta do presidente Donald Trump tem sido à base das ameaças e da truculência. Além das represálias econômicas aos países originários da marcha, mesmo com governos servis ao regime de Washington, ele mobiliza seu aparato militar para conter os migrantes.

Coincidentemente, a marcha acontece próximo ao “Dia Internacional do Migrante”, em 18 de dezembro, definido pela Organização das Nações Unidas. Segundo seu secretário-geral, António Guterres, existem cerca de 258 milhões de migrantes atualmente no mundo. Em 2017, eles enviaram US$ 450 bilhões aos países em desenvolvimento, segundo o Banco Mundial. Guterres pediu mais cooperação e solidariedade para com os migrantes, "uma vez que o sentimento de hostilidade tem crescido, infelizmente, ao redor do mundo”. “E, por isso mesmo, a solidariedade nunca foi tão urgente como agora", alertou.

A migração é, de fato, um drama contemporâneo. Segundo a ONU, cerca de 244 milhões de pessoas em todo o mundo já não vivem no país onde nasceram — em 1990 eles eram cerca de 153 milhões de pessoas. Segundo uma pesquisa da Organização Internacional para as Migrações (OIM) realizada em 160 países, cerca de 23 milhões de pessoas estão se preparando para emigrar. Nas Américas, de acordo com estimativas do Instituto de Políticas de Migração dos Estados Unidos, cerca de 11 milhões de imigrantes vivem neste país.

De acordo com a Anistia Internacional, enquanto até 2010 principalmente homens jovens fugiam em direção ao norte, agora famílias inteiras estão se deslocando para escapar da crise e da violência social. A pobreza e a brutalidade das gangues que atuam em alguns países da América Central são os principais motivos citados pelos migrantes para deixarem seu país de origem. Diante do drama da caravana, em comunicado os bispos da Conferência Episcopal de Honduras manifestaram pesar e séria preocupação pela “tragédia humana”, como chamou o Papa Francisco.

Segundo o comunicado da Igreja Católica hondurenha, a caravana é uma realidade abominável, causada pela atual situação de crise de Honduras, obrigando as pessoas a abandonarem o pouco que possuem para se aventurarem sem nenhuma certeza na rota migratória para os Estados Unidos. Com o desejo de chegar à terra prometida, e do “sonho americano”, tentam resolver seus problemas econômicos e melhorar suas condições de vida e de seus familiares, e em muitos casos garantir a tão sonhada segurança física, disserem os prelados.

O fundo da questão é o agravamento da crise econômica global e a restauração da ordem neoliberal na América Latina. Honduras foi o ponto de partida da atual onda de golpes de Estado na região, que no Brasil se manifestou na forma da fraude do impeachment da presidente Dilma Roussef, em 2016. Essa pode ser considerada a terceira ofensiva do projeto neoliberal na região.

A primeira foi marcada pela condução anglo-saxã de Reagan e Thatcher, com seus correspondentes latino-americanos — Augusto Pinochet (Chile), Carlos Menen (Argentina), Carlos Salinas de Gortari (México), Alberto Fujimori (Peru), Andrés Perez (Venezuela) e Fernando Collor de Mello (Brasil). Depois, o modelo sofreu readequações, devido aos desgastes, e iniciou a era de novos governos de direita, novamente sob a condução anglo-saxã, desta vez com Bill Clinton e Tony Blair, interrompida pelas eleições de governos progressistas.

Essa caravana pode ser considerada o símbolo da mais recente restauração da ordem neoliberal na região. Em pouco tempo, esse modelo econômico e social mostrou seus resultados, com índices vergonhosos de injustiças sociais e violência. O desafio é transformar essa tragédia humanitária em manifestação política organizada, com consistência para a retomada de uma união latino-americana, a retomada da luta histórica progressista que já custou tanto sangue pela dignidade, libertação e honra de seus povos.

Feira do Livro: mais um acerto do prefeito Edivaldo Holanda Junior

 
 
A gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) deu início nesta sexta-feira (16) a 12ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), o maior evento literário do Maranhão. A 6ª edição sob administração do pedetista acontece até o dia 25 deste mês, das 10h às 22h, no Multicenter Sebrae (Cohafuma), com programação gratuita e para todos os públicos. 

Com sucessivas edições de sucesso desde que assumiu a Prefeitura de São Luís, Edivaldo comprova que mesmo em meio a uma crise nacional tem conseguido fazer investimentos em todas as áreas que a cidade precisa, inclusive em ações diretas de estímulo ao conhecimento, incentivo à leitura e aproximação da cultura local.

A Feira do Livro vem crescendo a cada ano e já faz parte do calendário de São Luís, sendo aguardada ansiosamente por todos os setores da população, que encontram no local um espaço democrático, com atividades gratuitas e para todos os públicos, reunindo escritores nacionais e locais, lançamentos de livros, palestras, rodas de conversa, seminários, sessões de cinema, oficinas e minicursos, intervenções artísticas, contações de histórias, shows, visita de escritores a escolas da rede pública, entre outras ações.

É mais um acerto do prefeito Edivaldo, que a cada edição reinventa a Feira do Livro. Este ano uma das novidades é local, o Multicenter Sebrae, no bairro Cohafuma, que deixou o evento mais amplo (11.500m²), com espaço para realização de mais atividades e trazendo mais conforto aos 150 mil visitantes que são esperados nesta edição.

A Feira do Livro de São Luís é realizada pela Prefeitura de São Luís e conta ainda com a parceira do Sebrae, Sesc, Vale, Gasmar, Governo do Maranhão, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Associação dos Livreiros do Maranhão (Alem) e Potiguar.

sábado, 17 de novembro de 2018

VERSÁTIL CONSULTORIA E EVENTOS COMEMORA 09 ANOS NO MERCADO E LANÇA O SEU NOVO ESPAÇO PARA FESTAS EM SÃO LUIS!

 
A Versátil Consultoria e Eventos comemoram 09 anos de sucesso e credibilidade. O evento acontece neste sábado dia, (17), ás 21h nos salões luxuosos do novo conceito de espaço de festas na Ilha do Amor se trata do Buffet Versátil Eventos.
Com várias atrações como: Alan Pankada, Sambaceuma, DJ Huggo Zanela, dentre outras. Além da mega festa de comemoração, haverá uma justa homenagem para imprensa que sempre estão contribuindo para o sucesso da empresa.
A Versátil Consultoria e Eventos é com certeza uma empresa competente, irreverente e atualizada, que já conquistou o respeito e a credibilidade dos formandos, clientes, admiradores, imprensa e da sociedade maranhense.
Serviço: 
 

O que: Aniversário de 09 anos e Lançamento do novo Espaço da Versátil Consultoria e Eventos.
Quando: 17 de Novembro de 2018.
Onde: Buffet Versátil Eventos localizado Av. São Carlos, N° 04, Olho D´Água – Ponto de referencia: Próximo do Sesc do Olho D’Água.
Horário: 21h
Produção e Realização: Versátil Consultoria e Eventos.
Assessoria de Imprensa: William Santos – santoswilliam@hotmail.com (98) 981283789