Time do Porto São Luís: Analista Social Débora Rodrigues, a Gerente Lívia Cândice e Analista Socioambiental Quilana Viégas. Artesã Flor de Lys Pereira de Araújo. A boleira Raylane Dias. Maria de Jesus Sales de Lacerda (Dijé) em seu restaurante, na Praia do Cajueiro. A Crocheteira Maria Antônia Ferreira Reis Conceição. Jacilene Abreu e integrantes do grupo Mãos Virtuosas entregando a encomenda de 800 ecobags à SETRES.
O Porto São Luís, empreendimento portuário localizado na capital maranhense, tem priorizado programas estruturantes voltados à capacitação profissionalizante, em especial de mulheres, residentes nas comunidades do Cajueiro, Mãe Chica e seu entorno.
O Programa Social do Porto São Luís tem investido na oferta de cursos - tais como empreendedorismo básico, manipulação de alimentos, produção de doces e salgados, bolos caseiros; corte e costura, beleza, entre outros - que despertam novas habilidades produtivas, criando alternativas reais de capacitação, trabalho e geração de renda para moradoras da região.
Ao qualificar mulheres da própria comunidade, os programas contribuem para ampliar a autonomia econômica das famílias e estimular pequenos empreendimentos locais, estimulando e fortalecendo a rede da economia comunitária. E muitas dessas mulheres — antes afastadas de qualquer atividade remunerada — passam a se reconhecer como agentes econômicos ativos, tornando-se contribuintes diretas da renda familiar, ou até mesmo únicas provedoras destas famílias.
“O impacto dessas iniciativas vai muito além da renda. Muitas mulheres recuperam a confiança em si mesmas, passam a se sentir produtivas e protagonistas de suas próprias trajetórias. Essa é a melhor forma de nos relacionarmos com a comunidade - ajudando a desenvolver pessoas e a potencializar talentos”, afirma a gerente do Porto São Luís Lívia Cândice.
Impacto social multiplicador e histórias inspiradoras
Para muitas das mulheres beneficiadas, as diversas capacitações gratuitas ofertadas pelo Porto São Luís – através de parcerias com entidades como SENAI, SENAR, SEBRAE e instituições privadas – representaram a oportunidade que faltava e os primeiros passos para saírem da invisibilidade produtiva e ingressarem em uma trajetória ascendente de independência financeira, orgulho, protagonismo e pertencimento. E mais que isso, de novos sonhos e renovação de vidas.
Foi o que aconteceu com a ex-dona de casa Flor de Lys Pereira de Araújo, que aos sessenta anos comemora o sucesso como artesã, e confessa que nunca esteve tão feliz. Ela produz bolsas e mochilas no ateliê que montou em sua casa, após fazer um curso de corte e costura ofertado pelo Porto São Luís: “Parece que eu renasci, quando aprendi a costurar. Comprei minha máquina, que é minha grande companheira hoje. Faço bolsas, mochilas e meus produtos já começaram a ser levados para outros estados. Quero inspirar mais mulheres a buscarem trabalho e renda. Estou com sessenta anos e nunca me senti mais produtiva em toda a minha vida” diz sorrindo a artesã, moradora do Cajueiro.
Outra “jovem” artesã e crocheteira de sucesso é a dona Maria Antônia Ferreira Reis Conceição, moradora da Mãe Chica. Ela também tem sessenta anos e coleciona conhecimento: Já fez quatro cursos diferentes – empreendedorismo básico; doces e salgados, corte e costura e curso de bolos caseiros – todos ofertados gratuitamente pela empresa na própria comunidade. Com cada curso foi aprendendo um pouco mais, e despertando a confiança na qualidade de seu trabalho, e na viabilidade da sua grife M A Artes e Crochê: “Fiz o curso de empreendedorismo básico e lá aprendi sobre qualidade, como controlar as finanças, como cobrar pelos meus produtos e a valorizar meu trabalho; e foi assim que comecei a lucrar mais. Já comprei uma máquina industrial e estou realizando o antigo sonho de reformar a minha casa. Tudo isso aconteceu devido às oportunidades que o Porto São Luís trouxe para a comunidade; e valorizo muito todo o conhecimento que adquiri nesses cursos”.
Quem também despertou para o empreendedorismo foi Maria de Jesus Sales de Lacerda, conhecida como dona Dijé, de 57 anos. Ela fez o curso de Alimentação Alternativa oferecido pelo Porto e essa experiência mudou sua vida. “Decidi empreender e abri o restaurante Praia do Cajueiro / Quintal Gastronômico, que comando com meu esposo. O sucesso veio e com a renda do negócio já estamos finalizando a reforma da nossa casa que era um sonho nosso; e em breve vamos reformar também o restaurante. E foi graças ao curso oferecido pelo Porto que despertei para o meu talento” conta a dona Dijé.
Aos 33 anos Raylane Gomes Dias conquistou sua independência financeira após fazer o curso de bolos caseiros. Hoje ela vende seus bolos na comunidade; conquistou um contrato fixo para o fornecimento de lanches para os projetos sociais do Porto, e teve sua vida transformada com seu trabalho: “Sou muito grata ao Porto São Luís pelas oportunidades que me deu. Hoje sustento minha família com esse trabalho” reflete Raylane.
Mãos Virtuosas: Uma Mulher Cresce, Sonha e Puxa Outras
Jacilene Pereira Correia de Abreu tem 37 anos, criou e comanda o grupo de economia criativa e solidária Mãos Virtuosas, formado por mulheres da comunidade Mãe Chica. Ela quer dar a chance para outras mulheres de crescerem como ela própria, e realizarem sonhos com seu trabalho.
“Eu fiz o curso Mulheres Empreendedoras ofertado pelo Porto quando estava iniciando como costureira. Depois fiz outros cursos deles e todos me ajudaram a perder o medo de investir e gerir o meu negócio. Me especializei na fabricação de bolsas e comecei com apenas uma máquina de costura caseira. Hoje tenho três máquinas industriais, uma prensa plana para sublimar camisetas e bolsas e outra para canecas e garrafas, e vou investir mais no ramo de personalizados. Este ano, também consegui comprar a primeira máquina de costura da minha mãe, realizando um sonho dela, que adiou isso quando investiu em mim, e ajudou a comprar a minha primeira máquina. Com o meu trabalho, hoje a minha família vive com mais dignidade” conta Jaci.
Essa transformação de vidas através do trabalho também se estende a outras mulheres do Mãos Virtuosas. Em novembro de 2025 o grupo criado por Jaci foi aprovado em um edital público para fornecer mais de 800 ecobags para a SETRES / Secretaria de Estado do Trabalho e Economia Solidária. E Jaci sonha em ir muito além...
“Quero aumentar meu negócio para poder atender também mais mulheres com o Mãos Virtuosas. Teve uma integrante do nosso grupo que estava morando com o marido e o filho em uma casa sem portas. E foi com o trabalho dela em nosso grupo, que conseguiu comprar a porta de casa” lembra emocionada.

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