quarta-feira, 30 de outubro de 2013

ELEIÇÕES 2014: PDT VAI DISCUTIR PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E GESTÃO EM ENCONTROS REGIONAIS

Por Martin Varão
Encontro do PDT no interior do Maranhão
A executiva estadual do Partido Democrático Trabalhista no Maranhão, o PDT, está organizando uma série de eventos nas regionais do estado. O objetivo dos encontros é discutir com a sociedade maranhense uma política de planejamento estratégico para o Maranhão, tendo como base, as práticas de boa gestão pública.
O presidente estadual do PDT, Julião Amim, e o deputado federal Werwerton Rocha   pretendem levar ao povo maranhense a discussão da importância do planejamento nas administrações públicas. “Vamos discutir nesses encontros regionais com o povo   o que existe de mais moderno no jeito de conduzir a gestão”, disse Amim.
Márcio com Julião: preferência dos históricos e da militãncia 
  O empresário de Balsas e dirigente do partido, Márcio Honaiser, disse que o partido sempre levantou e defendeu  a bandeira da educação como ferramenta indispensável para mudar o mundo, mas achou importante a inclusão dessas  discussões com a sociedade sobre gestão dentro do PDT. “Para se ter  gestão eficiente, no setor público ou privado, requer  planejamento estratégico, conhecimento, atitude,  saber fazer, e acima de tudo, perseverança". Honaiser  diz isso com a experiência  de empresário bem sucedido dos setores  agropecuário  e da educação no município de Balsas.
As discussões nesses eventos com sociedade maranhense irão servir para um conjunto de propostas que o partido defende para o desenvolvimento do Maranhão.
datas e locais dos encontros regionais
No contexto político  das eleições de 2014, o PDT sempre fez parte da disputa majoritária. Nas próximas eleições o partido continua ocupando o espaço de   protagonista. Os dirigentes querem disputar a eleição  para  o governo do estado na chapa majoritária no campo das oposições.
 O PDT defende a indicação do vice-governador na chapa do comunista Flavio Dino(PCdoB). O partido vem colocando para apreciação da militância os nomes do empresário Marcio Honaiser, ex-canddiata a prefeita de Imperatriz, Rosangela Curado, ex-prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo como prováveis candidatos na chapa de Flavio Dino.  Mas também o partido não descarta a possibilidade de indicar um candidato a governador. Essa semana a executiva do partido liberou o pré-candidato a governador, Hilton Gonçalo, para que continue tentando 

Folha: três presidenciáveis ensaiam apoio a Flávio Dino no Maranhão


Por Clodoaldo Corrêa


Em matéria sobre os palanques para os presidenciáveis no Nordeste, a Folha de São Paulo avalia que tanto Dilma Rousseff (PT), quanto Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) ensaiam apoio ao candidato que lidera todas as pesquisas no Maranhão: Flávio Dino.
A Folha destaca a pressão do grupo Sarney pelo apoio ao seu candidato, que ainda classifica como INDEFINIDO. Ou seja, nos bastidores da política nacional, a candidatura do secretário de Infraestrutura Luís Fernando Silva, que não decola nas pesquisas, ainda é incerta.
No cenário apontado pela Folha, Dilma Rousseff (PT) está neste momento com dois palanques no Maranhão, enquanto Eduardo e Aécio tem um palanque cada. Todos com Flávio Dino e Dilma dividida entre Flávio e o candidato do grupo Sarney.
Veja o gráfico:
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PMs fazem protesto por melhores condições de trabalho

Por Mário Carvalho
Cabo Campos coordenou o movimento dos militares
Um grupo de policiais militares promoveram, ontem à tarde, uma carreata pelas ruas e avenidas de São Luís e em seguida, uma manifestação pacífica nas proximidades do Palácio dos Leões para reivindicar do Governo do Estado melhores condições de trabalho no combate ao crime organizado.

Durante o ato, dezenas de PMs protestaram contra os vários assassinatos de militares que vêm ocorrendo nos últimos meses na região metropolitana da capital e também no interior do Maranhão.

Segundo o cabo da PM, Roberto Campos, que esteve coordenando o movimento, entre as reivindicações da categoria está a liberação de 4.600 pistolas que estão à disposição dos quartéis da PM e que poderiam estar nas mãos dos militares no combate à criminalidade. “Precisamos que o governo equipe melhor nossos policiais militares para o confronto à criminalidade. Essas pistolas estão dentro dos quartéis e cujas armas estão enferrujando e enquanto isso, nossos policiais estão desarmardos, pois as pistolas que ficam para a gente é só para o ato de serviço”, declarou.

Cabo Campos disse que os militares dispõem da Lei 9.666, que pode tirar o policial de fazer “bico”, ou seja, fazer serviço extra corporação, nas horas de folga. “Essa Lei pode tirar o policial do bico, mas o valor que é pago ao serviço extra é de apenas R$ 60,00. É um pagamento irrisório e obsoleto, pois o policial militar em outros estados quando tomba, ele ganha uma indenização. Enquanto isso, nos PMs se viermos a tombar em ação e morrer, as suas viúvas passarão três meses sem receber os seus salários”, criticou.

Ele disse que a PM do Maranhão é o braço armado da sociedade e não pode temer a criminalidade. “O que nós queremos é apenas as condições necessárias para desenvolver nossas atividades. Por isso é que queremos conclamar toda sociedade para esse alerta”, frisou Cabo Campos.

A categoria dos militares também ressaltou que deseja o cumprimento de um acordo feito em 2011, com relação ao Código de Ética, a Lei de Promoção e à Carga Horária. “Esse pontos do acordo até hoje ainda não foram cumpridos e é necessário que o governo venha observar a valorização profissional para que isso acontecer, pois estamos numa guerra diante da criminalidade” enfatizou.

Mobilidade Urbana


Esse é um tema prioritário na pauta das discussões envolvendo a logística, que é inerente à capacidade de circulação de pessoas, bens e serviços.
Nesse sentido, as capitais Brasileiras experimentam, nas ultimas décadas, um processo acelerado de urbanização, que não foi acompanhado pela implementação de políticas com planejamento integrado de desenvolvimento urbano, transporte e mobilidade. Aliado a estes fatores, houve, ainda, a falta de um controle mais consistente da ocupação e uso do solo.
Esse cenário, sem dúvida, resultou na lentidão do trânsito a que costumamos denominar de, ‘’engarrafamento’’, que contribui para o aumento da perspectiva temporal do trajeto e do consumo elevado de combustível, sendo atribuído o volume automotivo a 75% de transporte individual e 25% coletivo e por derradeiro, sendo, 84% de emissores de poluentes responsabilizados pelo transporte individual.
Esse quadro provoca a elevação dos custos operacionais das variáveis utilizadas no sistema, incidindo efetivamente tanto na economia familiar como na própria capacidade competitiva do país no mercado internacional, principalmente considerando as condições precárias de nossa infra-estrutura.
Seria oportuno, portanto, a iniciativa da promoção de um seminário, com a participação dos Municípios de Paço do Lumiar, Ribamar, Raposa e São Luís, cujas atividades sociais e econômicas estão relacionadas, compondo a zona metropolitana, apenas por oficializar.
Trabalhar-se-ia um planejamento voltado à mobilidade, sustentabilidade das cidades, dedicando atenção especial aos meios não motorizados e motorizados coletivos, portadores de necessidades especiais e idosos, com a máxima participação das escolas de engenharia civil, arquitetura, instituições Governamentais, Municipais, Estadual , Federal, entidades de empresários e profissionais da área e da sociedade civil organizada e com todos que assegurem a legitimação e sustentação política na sua execução e continuidade.
O instrumento produzido nesse fórum democrático e técnico, deveria conter as intenções de perseguir soluções a uma situação considerada insatisfatória à população, serviços e tecnologias necessárias criteriosamente dimensionadas sob o aspecto físico, financeiro e orçamentárias dos entes.
Eis o pensamento de um usuário, como tantos outros, dos problemas da mobilidade urbana.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Oposição mantém governadora sob vigilância para evitar uso da máquina na campanha

A oposição deve ficar bastante vigilante para evitar que a governadora use a estrutura do estado para tentar equilibrar uma disputa fracamente desfavorável ao seu candidato ao governo em 2014. As declarações do líder do governo, deputado César Pires, de que quem detém o poder no Maranhão detém votos, deve ser interpretada como alerta do que pode vir pela frente.
Roseana-Sampaio-2 (1)Roseana já deu demonstração do que é capaz para enganar incautos. Para ela os fins justificam os meios e fim de papo. Bastou o Sampaio Correa conseguir o acesso para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro e logo a governadora apareceu vestida com uma camisa pirata da “Bolívia Querida”, na maior cara dura, dizendo que apoia o futebol maranhense. Quanta de falta de vergonha e cinismo.
A oposição reforçou denúncia eleitoral contra a governadora Roseana Sarney e o pré-candidato a governador do PMDB e secretário de Infraestrutura do Estado, Luís Fernando Silva, por antecipação de campanha semana passada, mas a medida ainda é pouco diante do que pretende a governadora para tentar fazer decolar a candidatura do “picolé de Chuchu”.
O bloco de oposição vem mantendo a governadora sob vigilância, pois conhece a principal especialidade do grupo Sarney: mentir e assaltar cofre público, principalmente em época de campanha eleitoral, mas todo cuidado é pouco. Em 1994, na reta final da eleição, sem ter como reverter a eminente derrota de Roseana, o próprio senador José Sarney foi à TV Mirante mentir que o senador Epitácio Cafeteira havia sequestrado, matado e ocultado o cadáver do funcionário da Companhia Vale do Rio Doce, Anacleto Reis Pacheco, que havia se envolvido num acidente de trânsito em que faleceu o sogro de Cafeteira, vereador Hilton Rodrigues.
O tempo passou, Cafeteira perdeu a memória, esqueceu que lhe tomaram a eleição e se mudou para o grupo Sarney em troca de um mandato de senador em 2006, já no final de sua trajetória política, mas a  governadora continuou utilizando os mesmos métodos, as mesmas práticas, cometendo os mesmos abusos. Só restou aos deputados Marcelo Tavares, Bira do Pindaré, Othelino Neto e Rubens Jr. apresentar um aditamento da representação ao procurador Regional Eleitoral, com novos fatos e novas condutas que caracterizam a campanha antecipada.
A oposição precisa apertar a fiscalização ainda mais, a final trata-se de uma governante com todos os vícios do pai, um velho oligarca que tenta manter-se nas tetas do poder a qualquer custo, nem que para isso passe por cima de tudo que é lei ou regra de civilidade. Sabe que na hora que perder o poder, a Polícia Federal estará com um par de algemas esperando pelo filho Fernando, por conta dos seus negócios não republicanos.
Flávio Dino deve abrir o olho e ficar atento aos movimentos do velho oligarca e de sua filha Roseana. Quem teve a coragem de inventar a história do falso sequestro, assassinato e ocultação de cadáver de Reis Pacheco e espalhar pelo Maranhão inteiro que Cafeteira era assassino é capaz de qualquer coisa para não perder eleição. Eles perderam em 1994, mas o TRE tratou de entregar o mandato a Roseana, na maior fraude que se teve notícia na história política do Maranhão.

o redemoinho

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Polêmica das biografias

Chico Maranhão: “É preciso tirar a roupa, ficar nu”
Papete: “Me decepciono com meus ídolos” 




O que pensam artistas maranhenses sobre a polêmica das biografias? O que acham da posição tomada por nomes ilustres da MPB como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Djavan, que se juntam a Roberto Carlos e defendem uma autorização prévia e negociada do artista para a publicação de livros biográficos? O tom de alguns, como Chico Maranhão e Papete, é de certo desapontamento. Ambos afirmam que não há o que temer.

O cantor e compositor Chico Maranhão, em texto que me fora encaminhado por ele via email, diz que os artistas são instrumentos de suas obras, ações, comportamentos e pensamentos, tudo isso posto em nome da construção de “uma sociedade melhor”. Fatos registrados numa biografia, segundo ele, dependem da força das palavras lançadas ao longo da história. E as palavras, afirma, têm interpretações diferentes, leituras diversas.

O autor de “Ponto de fuga” não vê razões para receios ou resistências às biografias. “Não há que ter medo”. Papete, cantor, compositor e instrumentista, comunga da mesma ideia. “Quem não deve não teme”, disse ele em post na sua página do Facebook. Segundo Papete, quem leva uma vida digna, decente e honesta não tem com o que se preocupar. “Afinal, o que teriam a esconder da gente?”, questiona.



O tema das biografias não autorizadas está na ordem do dia e virou pauta recorrente nos principais jornais, revistas, blogs e programas de TV do País. A Associação Nacional dos Editores de Livros (Anel) reacendeu a polêmica ao mover ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra artigos do Código Civil que protegem artistas biografados.
De acordo com o artigo 20 do Código Civil, salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, publicação, exposição ou utilização da imagem de uma pessoa “poderão ser proibidas se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade”, ou se destinadas a fins comerciais.

O grupo Procure Saber, que tem como porta-voz a ex-atriz e produtora cultural Paula Lavigne, levanta a bandeira do direito à privacidade e, subliminarmente, defende interesses comerciais dos biografados. “Se a obra diz respeito à vida e à carreira do artista, é natural que ele (o biografado) também obtenha direitos sobre a comercialização do produto”, é o que prega, nos bastidores da Justiça e do Congresso Nacional (onde há um projeto de lei em tramitação sobre o tema), a associação Procure Saber.

Roberto Carlos, que em 2007 proibiu na justiça a venda do livro “Roberto Carlos em detalhes”, de autoria de Paulo César de Araújo, disse ontem no programa “Fantástico”, da TV Globo, que é a favor das biografias não autorizadas, desde que haja um entendimento preliminar entre o biógrafo e o biografado. "O biógrafo pesquisa uma história que está feita pelo biografado. Ele não cria uma história. Narra aquela história que não é dele, que é do biografado. Mas, a partir de quando escreve, ele passa a ser dono daquela história. Isso não é certo", reagiu o “Rei” em entrevista à apresentadora Renata Vasconcelos.

Chico Maranhão conta que percebeu um inútil e desconfortável sentimento nas manifestações de alguns integrantes do Procure Saber, “principalmente em Chico Buarque, casualmente ex-colega e amigo meu da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo)”. O cantor e compositor maranhense pisa mais fundo: “É preciso reduzir mais, tirar a roupa, ficar nu! Nós, artistas, podemos mostrar o nosso esqueleto sem nenhum problema”.

Papete revela-se decepcionado com seus ídolos, que em outros tempos defendiam a liberdade de expressão e lutavam contra todo tipo de censura. “Dá pra desconfiar se naquele época isso acontecia porque era oportuno e conveniente”. Rechaça o esconderijo oficial, os segredos guardados a sete chaves, “como se o seu infinito e leal séquito de admiradores não tivesse o direito de saber de suas vidas, seus aspectos, curiosidades, passagens pitorescas, sua forma de pensar”.

Leia abaixo o que dizem Chico Maranhão e Papete:

Considerações ainda sobre a polêmica das biografias não autorizadas

Chico Maranhão
Cantor, compositor e escritor

Tive notícia do assunto quarta feira, dia 16 deste mês, assistindo ao programa da TV Brasil 3a1 com Luiz Carlos Azevedo. Lá, três entrevistados discutiam a questão “Biografias” levantada por um grupo de artistas. Como achei um excelente programa, nem sempre comum na televisão brasileira, resolvi comentar com minha amiga jornalista Rô Caetano perguntando se ela tinha também visto. Ao me responder que não, questionou-me sobre qual meu posicionamento e logo percebi que há muito a polêmica já estava ocorrendo: um grupo de artistas, do meu tempo, isto é, da década de 1960 com quem eu convivi no período dos festivais, fustigava sobre o direito a suas privacidades. Hoje, pessoas famosas por suas obras, por seus feitos, suas ações, estavam, à minha vista, inquietas, preocupadas com a possível interpretação e divulgação de suas vidas íntimas, no que diz respeito a biografias sem autorizações dos biografados. E então, tentei colocar no ar meu ponto de vista, pois, numa primeira aproximação, percebi um inútil e desconfortável sentimento. Principalmente em Chico Buarque, casualmente ex-colega e amigo meu da FAU (Faculdade de Arquitetura). Escrevi um pequeno texto mostrando o quanto estava perplexo com os acontecimentos e enviei a Rô (sexta/18/10) que passou a alguns amigos. A polêmica cresceu como era de se esperar e hoje volto ao assunto.

Muita coisa foi dita e muita gente se manifestou, ampliou-se o quadro das discussões, reconhecimentos surgiram. Acho que houve evolução, sim, mas em que sentido? No alcance da humildade para se compreender melhor a questão? Sim, porque no início, e sempre no início, a radicalidade imperou e os pequenos e grandes poderes se manifestaram. Só se não fôssemos humanos, talvez, seria o contrário. E é aí que está o “espaço” não tocado, a condição humana, que, insisti no meu posicionamento, à resposta para minha amiga Rô Caetano. Tudo isto que os homens fazem, sentem, produzem... obras, ações, comportamentos, pensamentos, está aí para construir uma sociedade melhor. E nós artistas, especialmente, estamos aí para sermos instrumentos disto. E, assim, não há do que ter receio. Não há que ter medo! A construção de fatos que uma biografia cria depende dos fatos que nós fixamos com as palavras. E elas próprias, as palavras, têm interpretações diferentes, leituras diversas. E assim, necessariamente, desencadeiam uma miríade de conjecturas, de outras ideias, suposições, de outros fatos, outras realidades. Quem poderá dimensionar esta verdade? E por que então não aceitar este futuro passado? É preciso reduzir mais, tirar a roupa, ficar nu! Nós, artistas, podemos mostrar o nosso esqueleto sem nenhum problema. A sociedade brasileira, por acaso, não está neste caminho? Há ou não uma necessidade de se mostrar mais? Não é só coisa do privado, do público, sei lá mais o quê?! Não é isso, é mais e principalmente coisa da intuição. Da sensibilidade! Essas polêmicas, esses questionamentos, essas inquietações, a construção desses objetos, são imprescindíveis ao crescimento social. Por isso mesmo são louváveis. Portanto, amigos, acalmem-se, ainda precisamos muito das palavras, desta relação linguagem-mundo. E nem tudo estará nos textos, nas biografias, nas músicas, nas obras dos artistas, mas, obviamente, quem sabe?!, no conjunto de tudo isto.


"Quem não deve não teme"

Papete 
Cantor, compositor e instrumentista

Sinceramente, pessoal, vamos combinar então: quem não deve não teme!!! Digo isso pelo fato de estar já ficando meio sem paciência com essas declarações e matérias referentes à questão das biografias, se pode ou não, se tem de autorizar ou não, se é certo ou não..., me decepciono com meus ídolos de outros tempos quando eles defendiam a liberdade de expressão e lutavam contra todo tipo de censura. Dá pra desconfiar se naquele época isso acontecia porque era oportuno e conveniente, mas o que pega mesmo é as pessoas ficarem escondidas sob segredos guardados a sete chaves como se o seu infinito e leal séquito de admiradores não tivesse o direito de saber de suas vidas, seus aspectos, curiosidades, passagens pitorescas, sua forma de pensar, e por aí vai.

O que me causa espanto é toda essa reação ao simples fato de que alguém pode ou não publicar aquilo que sabe sobre este ou aquele, e aqui quero fazer uma analogia ao tecer um comentário sobre pessoas tais como os reis da Suécia e da Noruega, que andam de bicicletas pelas ruas como pessoas comuns, exatamente por não terem nada a temer de seus súditos, que os admiram e respeitam, o que fatalmente aconteceria com essas pessoas que aqui no Brasil brigam pela não publicação de suas biografias - mais uma vez digo e repito: quem nada deve ou então sempre viveu uma vida digna, decente e honesta não tem de se preocupar com isso, afinal o que teriam a esconder da gente?